Dia 3
Sexta-feira, 25 – Ao terceiro dia de festival parece ter chegado a hora do metal sinfónico. No entanto, quem abriu o palco foram os Bizarra Locomotiva que comemoram este ano os seus 30 anos de existência. Para primeira actuação do dia, a plateia estava bem mais composta que nos dias anteriores.
Muitos dos festivaleiros ainda não entraram no recinto. O dia tem de ser bem aproveitado entre a esplanada do café Central, a ruela do café Regaleira e a icónica Azenha de Vilar de Mouros. Aqui, um balcão colocado na parte de fora, distribui som e cerveja como se não houvesse amanhã. Há muita gente espalhada pelo areal, a aproveitar os banhos de sol e de rio. Também no açude e junto da famosa ponte romana a margens estão pejadas de pessoas que fazem praia.
No alinhamento aparecem agora os Apocalyptica que, curiosamente, também cumprem 30 anos de existência. A banda finlandesa esteve em bom nível e revisitou, como de costume, grandes músicas doutras bandas no seu estilo sinfónico, incluindo Metallica.
De seguida, e sem mudar muito de registo no que toca a estilos, sobem ao palco os Within Temptation. É uma boa banda, com um bom som, e oferecem um espectáculo de qualidade. Apesar de tudo, o número de espectadores continua longe do do primeiro dia.
Fecham o dia os Pendulum, uma banda australiana com um registo diferente, mais voltado para a electrónica e dance que, ainda com uma “casa” bastante boa, conseguem animar a plateia e pôr tudo a dançar.
Cá fora a festa continua, com os mais persistentes a juntaram-se ao DJ do palco Lidl, ou então confraternizando nos estabelecimentos que ainda resistem abertos. Amanhã é o último dia e o cartaz promete, é preciso conservar forças.
Continuamos aqui.
Texto escrito fora do âmbito do acordo ortográfico de 1990.
Daniel Pinto Coelho









