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BE questiona Governo sobre despedimento coletivo de 60 trabalhadores em fábrica de Guimarães

Situada em Guimarães, a Be Stich é uma fábrica têxtil dedicada à produção de produtos para a casa, designadamente para cama, banho e de mesa. Esta empresa, com vinte anos de laboração, conta com cerca de 200 trabalhadores. O seu proprietário é Rui Machado, presidente do Pevidém Sport Clube.

Aos 200 trabalhadores não foi ainda pago o subsídio de férias. Em agosto, em pleno período de gozo de férias, 60 trabalhadores foram alvo de um despedimento coletivo, comunicado por carta datada de 14 de agosto.

Nesta carta, a empresa refere que “a crise que neste momento atravessa o setor têxtil” que terá levado à “diminuição da procura dos bens e serviços desta empresa” e “obriga à redução dos seus custos operacionais”, denominando o processo como uma “reorganização e reestruturação”. Esta inclui “a sua produção, o seu planeamento e a sua estrutura de direção, com a necessária e urgente contração dos custos inerentes”.

A Be Stich prossegue afirmando que “o mercado não permite prever uma recuperação que justifique a manutenção dos postos de trabalho em causa, cujo custo se torna demasiado oneroso em face dos resultados expectáveis”, não há “condições para continuar a laborar com todos os seus trabalhadores, não lhe restando outra alternativa senão promover o despedimento coletivo”.

O Bloco de Esquerda expressa “a sua total solidariedade para com os trabalhadores da Be Stich, em particular com os que foram confrontados com o despedimento numa altura em que estavam de férias e esperavam naturalmente voltar ao trabalho em setembro”.

“Consideramos fundamental que as instituições devidas intervenham, de modo a assegurar o pagamento integral de todos os valores devidos aos trabalhadores despedidos bem como aos que se encontram ainda em funções”.

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