As turmas do terceiro ano do Colégio ALFACOOP, no seguimento do projeto da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, estão a
organizar um debate/entrevista/partilha de histórias de vida, denominado de Conversas Interculturais que decorrerá no dia 27 de janeiro entre as 10h00 e as 12h00, nas instalações do Colégio.
Os temas em destaque são a INTERCULTURALIDADE E DIREITOS HUMANOS e, neste sentido, organizaram uma conferência de imprensa para divulgar oficialmente o evento que será aberto ao público.
Decidiram que queriam mostrar este projeto à comunidade local e organizar integralmente este debate/conversa. “Será um momento muito especial, pois será o momento de apresentação da sua primeira grande atividade e com toda a certeza uma conversa que os marcará para sempre, por acreditarem que os Direitos Humanos, numa sociedade cada vez mais multicultural e numa sociedade cada vez mais centrada em si, têm que ser explorados, expostos e trabalhados nestas idades”, refere o colégio em comunicado.
Cinco alunos, em representação das turmas deram voz ao projeto: “antes de mais, obrigado por terem vindo. É a primeira vez que fazemos uma conferência de imprensa, mas também é a primeira vez que fazemos algo tão grande e tão importante. Nós somos alunos do 3.°ano, e somos duas turmas de trabalho, um total de 56 alunos, coordenados pelas professoras Isadora Vale, a turma 3.1, Bárbara Ferreira, no caso da turma 3.2 e também pela professora de ciências da computação, Lília Cunha”, começaram por dizer.
E acrescentaram: “a história deste projeto começou com o livro ‘O rapaz ao fundo da sala’. O livro que nos acompanha desde o início do ano, para percebermos melhor o que é isto dos direitos humanos e da interculturalidade, que são os temas do nosso projeto de Cidadania e Desenvolvimento. Trata-se de um livro com um tema atual, visto pelo olhar de uma criança. Uma história de um menino refugiado da Síria que foi integrado numa escola em Inglaterra e que é ajudado por um grupo de amigos a encontrar a sua família de volta. Uma história que salienta a importância da amizade e da bondade, num mundo tanta vezes intolerante e desrespeitoso”.
Por isso, “esta história levou -nos à pesquisa, fez-nos ter vontade de saber mais e assim surgiu este projeto de conversas interculturais. As professoras escolheram os convidados, nós pesquisamos sobre eles, e escrevemos tudo o que lhes queremos perguntar. Mas o que é isto das conversas interculturais? É um momento de partilha, de debate. É um momento para pensar, discutir e divulgar quais são os verdadeiros problemas vividos por pessoas obrigadas a sair do seu país e o testemunho de uma família Síria. Mas também abordamos os problemas de aceitação das diferentes culturas e os problemas no respeito dos direitos humanos das pessoas em geral, mas mais especificamente das que têm outra nacionalidade, uma cultura diferente da nossa. Então convidamos pessoas ligadas a estes temas, como a diretora da Universidade das Nações Unidas-EGOV de Guimarães, a Vice-presidente do Conselho Cultural e Social do S.C.Braga, Professor José Gomes, treinador de futebol, Daniela Lopes, agente de futebol FIFA e uma criança síria convidada pela Associação ASAS”.
“Não queremos divulgar muito sobre o evento e sobre o papel de cada um dos convidados, mas podemos adiantar que além de pequenas comunicações deles, haverá uma mesa de perguntas/debate em que nós faremos a gestão da conversa, colocando algumas perguntas direcionadas a cada um dos convidados”.
O evento acontecerá no dia 27 de janeiro, entre as 10h00 e as 12h00 e contará também com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que aceitou dar início a este momento tão especial. “Também é importante referir os parceiros que tivemos na organização, a Associação Social Acreditar e Sonhar, que nos ajudou com a escolha da família Síria para participar no evento, a empresa DST e a Tipo Aveleda-tipografia, que são os patrocinadores do evento”.
Estiveram também presentes nesta conferência de imprensa a Diretora Pedagógica do Colégio, Professora Carla Estevão e o Presidente do Conselho de Administração, Professor Sérgio Lino que apoiaram desde o início este projeto, “incentivando e motivando estas crianças que tanto querem caminhar numa única missão no sentido de tornar o futuro deste mundo, num lugar mais justo”.
