Os três municípios que compõem o Vale do Homem gastarem em 2021 cerca de dois milhões de euros em cultura e desporto. Os números são da Pordata e foram revelados, recentemente. Em termos comparativos, Terras de Bouro, por exemplo, investe mais nestas duas áreas do que Amares.
Em termos gerais, Amares gastou 551 mil euros, Terras de Bouro 225,8 mil euros e Vila Verde 2 milhões e 201,9 mil euros em cultura e desporto em 2022. Em relação a 2021 há um aumento no dinheiro disponibilizado em Amares e Vila Verde. Já em Terras de Bouro houve uma diminuição. Em Amares, ano de 2021 terminou com 437,6 mil euros e em Vila Verde, com 1 milhão 232,7 mil euros. Terras de Bouro investiu em 2021 277,8 mil euros.
E se os investimentos tanto em Terras de Bouro como em Vila Verde são repartidos pela cultura e desporto, em Amares são quase exclusivamente em atividades desportivas. Outro número interessante dá conta que o dinheiro gasto em Vila Verde em artes do espetáculo está quase ao nível das atividades desportivas.
Amares
Analisando os números da Pordata com mais pormenores, verifica-se que em Amares o grosso do dinheiro foi gasto em atividades desportivas (226,7 mil euros), seguidas das bibliotecas e arquivos com 169, 1 mil euros. O município gastou 10 mil euros em artes visuais, mas em 2022 não fez qualquer investimento em património cultural ou em livros.
Terras de Bouro
No concelho de Terras de Bouro, a realidade é diferente do seu vizinho de Amares. Se 61 mil euros foram aplicados em atividades desportivos, o património cultural teve direito a 59,3 mil euros. As artes de espetáculos tiveram 30 mil euros e as bibliotecas e arquivos 29,4 mil euros. Houve, ainda, 25 mil euros gastos em atividades interdisciplinares e cerca de 12 mil euros em edição e publicação de livros.
Vila Verde
Sendo o Município maior dos três, também, é natural que em Vila Verde o investimento seja maior: é mais do dobro da soma total dos concelhos de Amares e Terras de Bouro. As atividades desportivas (776,5 mil euros), as artes de espetáculo (603,8 mil euros) e as bibliotecas e arquivos (333,5 mil euros) absorveram a maioria do orçamento. No entanto, Vila Verde usou, ainda, 67,1 mil euros em artes visuais e 26,8 mil euros em património cultural.
Municípios do Minho investiram 85 milhões em cultura e desporto
As 24 câmaras municipais dos distritos de Braga e de Viana do Castelo investiram em 2022, 85 milhões 492 euros nas áreas da cultura e do desporto. A revelação é feita na base de dados PORDATA, que atribuiu o maior investimento sub-regional aos oito municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave.
No seu conjunto, as autarquias de Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela realizaram investimentos de 35 milhões 942 mil e 500 euros.
A maior fatia foi para o setor da cultura, que encaixou 19 milhões 781 mil e 600 euros, num ano em que o domínio do desporto recebeu 16 milhões 160 mil e 900 euros.
Os dados publicados pela entidade gerida pela Fundação Francisco Manuel dos Santos dão conta que foi no Alto Minho que se verificou o maior investimento relativo à cultura e mais se promoveu a realização de atividades culturais e a valorização do património cultural.
Os 10 municípios altominhotos deram à área cultural 16 milhões e 25 mil euros, montante que corresponde a 63 por cento dos montantes canalizados para as duas grandes áreas de atividade municipal. As atividades desportivas foram contempladas com 9 milhões 322 mil e 700 euros, montante que representa 37 por cento dos mais de 25 milhões aplicados nas em cultura e desporto.
Câmaras do Cávado investem 24 milhões
Já na sub-região do Ave, as atividades desportivas e o investimento em equipamentos desportivos receberam 16 milhões 160 mil e 900 euros, verba que corresponde a 45 por cento dos quase 36 milhões de euros atribuídos aos setores da cultura e do desporto.
As câmaras municipais que integram a Comunidade Intermunicipal do Cávado – Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde – investiram 24 milhões 201 mil e 500 euros em cultura e desporto, ao longo do ano passado.
Os números da PORDATA fazem saber que 14 milhões 657 mil e 900 euros foram para o domínio da cultura, num ano em que o setor do desporto teve um financiamento de 9 milhões 543 mil e 600 euros, montante que equivale a quase 40 por cento do investimento nas duas áreas.
Entre os 24 municípios das três sub-regiões do Minho, o de Guimarães foi o que mais dinheiro atribuiu ao setor da cultura em 2022. Canalizou 8,5 milhões de euros para o setor, enquanto que as atividades desportivas receberam 5 milhões 102 mil e 300 euros.
Já a Câmara Municipal de Vila Nova Famalicão foi a que mais apoiou as atividades desportivas, tendo transferido para o setor 6 milhões 870 mil e 800 euros, num ano em que deu à cultura 5 milhões 408 mil e 700 euros.
