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Coreógrafa Mariana Tengner Barros apresenta THRESHOLD em Braga

Um dos cromeleques mais antigos do mundo serve de inspiração à nova criação da coreógrafa Mariana Tengner Barros, THRESHOLD, peça para três intérpretes que é apresentada este sábado, dia 9 de março, pelas 21h30, no Theatro Circo.

Na nova peça de grupo de Mariana Tengner Barros, THRESHOLD, 3 intérpretes dançam o enigma do Cromeleque de Almendres. Dançam as criaturas que são, na fluidez da matéria dos corpos. Lenda instantânea de 3 fogueiras cósmicas. A dança desenha o indizível, o que se pode somente vivenciar, e apenas sobrevive na memória de quem o testemunha. Nas palavras da coreógrafa e bailarina, “Threshold é um espaço liminar, um local intermédio, entre mundos, um portal onde se entra e que não deixa de ser uma entrada até ser saída e que pode conter todas as memórias de realidade misturadas num momento”.

THRESHOLD celebra corpos completamente híbridos e andróginos, que operam em tempos distintos, misturando ritmos e emoções, diversas entidades e seres, várias peculiaridades do corpo em movimento. O espetáculo explora as ideias de processamento e partilha de informação em torno do Cromeleque de Almendres, um dos mais antigos cromeleques que se conhece no mundo, mais antigo que o famoso Stonehenge no Reino Unido. Constitui por isso lugar de limiar, onde se sente a presença de outro mundo, e onde se pode imaginar o que foi feito e por quem. A equipa propôs-se a descobrir o que este lugar tem para dizer, aos veículos-bailarinos, músicos, perfomers: os que movem o invisível. Foram a Almendres sentir a informação que está contida nas pen drives ancestrais: as pedras. Desafiaram-se a descodificar os seus segredos, através do despertar da memória cósmica.

Mariana Tengner Barros “espera uma experiência misteriosa e estranha que se transforma constantemente e que tem muito sentido de humor também.” Esta é uma peça com música ao vivo em que “a dança está completamente ligada ao som e onde os sentidos são ativados ao máximo”.

Na sua essência, a peça THRESHOLD é uma viagem cósmica para os seus criadores, mas também o é para o público, pois pretende abrir mais espaços de imaginação.

A peça conta com audiodescrição e é também acessível a pessoas surdas. Mariana Tengner Barros estagiou no Ballet Theatre Munich, sob a direção artística de Philip Taylor em Munique (2004). Membro fundador do coletivo artístico The Resistance Movement em Leeds (2005). Completou o Programa de Estudo e Criação Coreográfica-PEPCC no Fórum Dança em Lisboa (2009). Foi artista associada da EIRA entre 2013 e 2016. É diretora artística d’A BELA Associação. Em 2016 recebeu o Galardão de Mérito Municipal Cultural pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão pelo seu percurso profissional.

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