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8º aniversário da Casa da Memória em Guimarães celebra a diversidade com um 25 de abril (em) cheio

No dia 25 de abril, o 8º aniversário da Casa da Memória de Guimarães é mais uma vez um dia de celebração, de partilha e de afetos onde toda a gente é bem-vinda para entrar e participar em oficinas de olaria e de poesia, visitas orientadas e espetáculos para todas as idades. Para bebés e famílias é apresentado o espetáculo-oficina “Casca-Miolo”; para os vizinhos e os que passam, o espetáculo de marionetas “Qubim” anima a rua na praça Heróis da Fundação; e ao final do dia o público é convidado a dançar e cantar ao ritmo do concerto das CRUA. Um convite a todos para celebrar abril, a liberdade, a arte, e fazer a festa na Casa da Memória de Guimarães.

Como centro interpretativo que é, a Casa da Memória tem vindo a contribuir desde 25 de abril de 2016 (momento da sua inauguração) para um melhor conhecimento da cultura, território e história de Guimarães e das pessoas que a habitam. Tanto através da sua exposição permanente como dos diversos projetos e ações que promove regularmente em contacto com variados públicos e espaços que a envolvem, numa troca permanente de conhecimento e estímulos direcionados de dentro para fora e de fora para o seu interior.

O programa do dia que assinala o seu 8º aniversário integra um rol de atividades prontas a acolher-nos desde o início da manhã até ao final de uma tarde alongada, numa celebração sempre acompanhada de petiscos e tradição prontos a saborear. O dia arranca às 10h00 com a oficina de olaria “Histórias de Cântaros e Cantarinhas” pelas mãos da oleira Maria Fernanda Braga, onde os participantes vão colocar as mãos na água, a água no barro (vermelho, como o das Cantarinhas dos Namorados) e o barro na mão para surgirem pequenas peças que podem ser ornamentadas com mica branca polvilhada, repetindo-se esta oficina às 15h30 e às 17h00, sempre na Sala Pátria da Casa da Memória.

Às 10h30 e às 12h15, outro espaço da Casa da Memória (Repositório) recebe com Frenesim a oficina “Casca-Miolo”, onde partindo do interior de uma semente, lugar secreto e escuro de onde crescem as raízes, mergulhamos numa experiência imersiva onde a música guia o caminho e percorre o corpo todo, os objetos transformam-se em instrumentos inventados, o movimento e as histórias transportam-nos para onde conseguirmos imaginar e as brincadeiras são a linguagem universal para aprendermos o que quer que seja.

Com o aproximar do fim da manhã dirigimo-nos até à cozinha da CDMG. Mas desenganem-se: aqui não é de comer que se trata mas antes de uma oficina que nos levará a aprender tudo sobre como fazer uma zine (ou fanzines) — um livrinho autoeditado sobre qualquer assunto, uma possibilidade que desde o seu surgimento deu voz a pessoas que eram ignoradas pelos meios de comunicação social, permitindo levantar questões sociais, sendo ainda hoje possível encontrar zines sobre qualquer tema, desde banda desenhada, à música punk, ficção científica, poesia ou ilustração. As oportunidades para participar nesta oficina repetem-se às 11h30, 14h30 e 15h30.

Neste dia, a festa alastra-se para fora de portas, alcançando a Praça Heróis da Fundação (nas imediações da Casa da Memória) para a Trupe Fandanga apresentar “Qubim” (11h30 e 14h30), um espetáculo de marionetas intimista em que as coisas são o que são até deixarem de o ser.

Ao longo de toda a tarde, também participantes das turmas das Oficinas do Teatro Oficina (OTO) se juntam a esta celebração habitando o espaço expositivo da Casa da Memória para lerem e dizerem textos, histórias, frases, poemas, de forma a que, a qualquer momento, a palavra e a escuta possam tomar conta da Casa.

Às 16h30, o Repositório desta Casa acolhe a “Voz Alta” de Letícia Moro, uma oficina de técnicas vocais e escrita criativa em que as palavras importam (e muito) como património comum, sendo são o epicentro de um caminho que abre espaço à experimentação. Antes de abril – e depois de abril – as palavras foram tantas vezes as armas possíveis de resistência, servindo também o testemunho de um tempo que nos parece tão longe e que, afinal, aconteceu há apenas 50 anos.

No final deste aniversário é a música que bate à porta, trazendo até ao Pátio da Casa repertório tradicional ibérico para servir de ponto de partida para o encontro e o cantar afetivo de 6 mulheres, urbanas, do seu tempo, que aqui convidam o público para dançar e cantar. Neste concerto das CRUA, o adufe, elemento sacral que norteia a exploração rítmica e vocal, não está só: bombo, crivos, pandeiretas, conchas, timbalão e outras percussões tradicionais criam o ensemble base para o cantar juntas. E em que vozes próximas do primal nos convidam a estar, a ouvir e a sentir, num entrecruzamento de tempos (passado e presente) e de geografias (rural e urbano).

Ao longo de todo o dia, teremos a oportunidade de participar na oficina “Cartazes de abril”, elemento tão icónico e essencial da história do 25 de abril, ora escrita, ora colada nas paredes, não fossem os cartazes ferramentas de expressão e de liberdade até aos dias de hoje.
Também a exposição permanente que vive nas naves Território e Comunidade está pronta para nos acolher durante todo o dia através de visitas orientadas desenhadas à medida da curiosidade de cada um, proporcionando-nos o contacto com histórias e sentidos que nascem do encontro com objetos, tempos e lugares extraordinários.

O acesso a todas as atividades do programa referido é gratuito, mediante levantamento de bilhete durante a hora anterior ao início da atividade

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