Carlos Manuel de Brito Cação tem 39 anos, é natural de Valões, no concelho de Vila Verde, e foi eleito pela segunda vez como deputado pelo distrito de Braga nas listas da coligação ‘Aliança Democrática’. Engenheiro civil de profissão, viveu toda a sua juventude em Valões, até ingressar ao Ensino Superior.
Enquanto estudante exerceu vários cargos de representante dos estudantes, incluindo o de Tesoureiro da Associação de Estudantes de Engenharia Civil da Universidade do Minho.
Em setembro de 2013, é eleito Presidente da Junta da União de Freguesias do Vade, sendo reeleito nas eleições autárquicas de 2017 e de 2021. Durante este período, o autarca e o seu executivo implementaram várias medidas focadas diretamente no cidadão, das quais se destacam, entre outras, o Cheque Bebé, a Bolsa de Estudo para Estudantes do Ensino Superior, Kits escolares para o primeiro ciclo e explicações de português e matemática. É também durante os seus mandatos que abre a Loja do Munícipe no Vade, onde a população passa a ter acesso a serviços dos CTT, da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da AMA num único espaço, e é requalificada a extensão de saúde do Vade.
Em abril de 2016 é eleito Presidente da Associação Florestal do Cávado, associação que tem como principais objetivos promover a união entre os proprietários florestais, bem como oferecer apoio técnico aos associados para gerirem melhor as suas áreas florestais, sendo que esta é a associação com mais equipas de sapadores em Portugal e serve os concelhos de Vila Verde, Terras de Bouro, Braga, Barcelos, Esposende e Amares.
Na Assembleia da República, na atual legislatura vai coordenar a comissão de Ambiente e Energia, além de continuar a pertencer à Comissão de Agricultura e Pescas. Já nesta legislatura, assinou, juntamente com outros parlamentares do seu partido, uma recomendação do Governo para avaliar a comparticipação de um suplemento alimentar específico para pessoas com doença de Crohn.

O que poderemos esperar do segundo mandato do deputado Carlos Cação?
Como sempre, entrega total e dedicação, defendendo a nossa terra, as nossas gentes. Como deputado, terei sempre a minha autonomia e independência para defender o nosso território, tal como fiz no mandato anterior, mas desta vez – espero – com maior sucesso e contando com melhor sensibilidade do novo governo.
Reconhece que este pode ser um mandato mais difícil, até pelas contingências parlamentares, em relação ao anterior?
A ausência de uma maioria absoluta e o maior equilíbrio entre forças políticas trazem novos desafios. Mas para grandes dificuldades é preciso ter pessoas à altura e teremos que saber lidar com esta nova realidade, que nos irá obrigar a fazer mais consensos e mais negociação. Faz parte da dinâmica parlamentar, foi este o resultado das eleições e da vontade do povo… é assim que vamos trabalhar. Independentemente da realidade parlamentar, o nosso foco serão sempre as pessoas, as instituições, o nosso território e o país que estarão no centro das nossas prioridades.
Mas essa dinâmica parlamentar vai requerer mais diálogo como as outras forças política. Como pensa fazer isso nas comissões parlamentares onde está inserido?
O Parlamento tem essa particularidade. As comissões parlamentares são palco privilegiado para o diálogo entre todas as forças partidárias, porque, mesmo com a sua autonomia, têm espaço para diálogo e é isso que iremos fazer.
Que proposta gostaria de ver aprovada durante esta legislatura?
O meu foco – que é também da autarquia de Vila Verde bem como de todos os vilaverdenses – é que haja uma resolução para o problema das acessibilidades a Vila Verde. Irei tudo fazer, usando o meu mandato para ajudar e ser mais um, para que haja desenvolvimentos no que à variante a Vila Verde diz respeito. Tenho consciência que não iremos resolver isto em meia dúzia de meses, mas espero que haja desenvolvimentos nesse sentido. Confio que daremos passos concretos para que a variante a Vila Verde possa ser construída.

Uma área que lhe diz muito é a das florestas. Tem alguma questão que gostaria de ver resolvida?
No mandato que agora começa, vou assumir, com particular responsabilidade, a comissão do Ambiente e Energia, nomeadamente a sua coordenação. Terei uma atenção especial ao trabalho desta comissão. Continuo também na Comissão de Agricultura e Pescas, e que agora vai ter as Florestas. Naturalmente, irei acompanhar e dar o meu contributo no que às florestas diz respeito. Defendi na campanha que precisamos de valorizar o mundo rural, de pôr as nossas florestas a produzir, precisamos de ajudar os nossos produtores florestais. É para isso que darei o meu contributo na respetiva comissão.
A coordenação da Comissão do Ambiente e Energia é um desafio novo. Como é que o encara?
É efetivamente um desafio novo e encara-o com muita responsabilidade. Estou cá para contribuir para melhorar o País e a vida das pessoas. Sou uma pessoa da terra, genuína, com as suas caraterísticas, com qualidades e defeitos, e é assim que vou continuar a trabalhar, agora com responsabilidades acrescidas. Espero fazer o melhor que sei e que posso para ser mais um a ajudar e a colaborar nas matérias que ficam à minha responsabilidade.
Apesar de estar mais ligado a Vila Verde, até pelas funções autárquicas que tem, há uma particularidade nesta legislatura que é o facto de o Vale do Homem ter dois deputados. Poderá haver uma junção de esforços para que haja projetos transversais aos dois ou três municípios, se juntarmos Terras de Bouro?
Claro que sim. Recordo que os deputados têm a missão de defender os interesses do país, mas naturalmente nunca deixam de ser deputados do seu território. Estou muito contente e feliz pela ida da Cidália Abreu para o parlamento. Com a experiência de autarca e com ação particular no campo social, o trabalho que vai desenvolver na AR será uma mais-valia. Teremos seguramente mais uma voz importante que irá defender o nosso território.
