O dstgroup vai entregar, já no próximo dia 10 de maio, no auditório Vitor Aguiar e Silva, no campus da empresa, em Braga, o Prémio de Literatura dstangola/Camões ao poeta João Melo, o grande vencedor da V Edição, com a obra “Diário do Medo”.
A atribuição do galardão, e do prémio no valor de 15 mil euros, contará com a presença de representantes do poder local, bem como de nomes relevantes para a cultura do panorama nacional e, ainda, uma atuação do guitarrista Manuel de Oliveira.
O júri desta edição, constituído pelo presidente José Mena Abrantes, David Capelenguela e Amélia Dalomba, analisou e escolheu a obra salientando três pressupostos: “partir do princípio de que toda e qualquer criação artística assenta num tripé fundamental estético, técnico e ético; reconhecer como válida e atual a afirmação do poeta alemão R.M. Rilke de que os versos não são apenas sentimentos e recordações, mas acima de tudo experiências de vida e, ainda, concordar com o poeta moçambicano Mia Couto de que “o poeta não gosta de palavras / escreve para se ver livre delas. / A palavra / torna o poeta / pequeno e sem invenção”.
“Diário do Medo”, de João Melo, conquistou o júri por unanimidade, que reconhece nesta obra “um processo criativo apurado, em que se evidencia como a realidade pode funcionar como matéria de criação literária, respeitando valores estéticos, técnicos e éticos”.
“A obra denota profunda experiência de vida, utiliza com rigor e simplicidade a justa palavra/metáfora e o ritmo adequado ao conteúdo de cada poema e tem uma visão abrangente do eu e da sua circunstância, com atenção crítica a fenómenos contemporâneos”, completaram ainda os membros do júri.
O Prémio de Literatura dstangola/Camões, distingue livros editados em poesia e prosa, de autores nascidos em Angola e já galardoou Zetho Cunha Gonçalves, em 2019, Pepetela, em 2020, Benjamim M’Bakassy, em 2021 e Boaventura Cardoso, em 2022.
No lançamento do prémio, em 2019, foi assinado um protocolo com o Instituto Camões, que incluía a criação da sala de leitura dstangola, no Centro Cultural Português em Luanda, que recebeu, do dstgroup, milhares de livros, no valor de mais de 12.500 euros, mais um reforço de seis mil euros, em cada um dos três anos subsequentes.
De recordar ainda que “o dstgroup é a única empresa privada portuguesa a promover um prémio literário em Angola”, como afirma José Teixeira, presidente do grupo, acrescentando ainda que a empresa “apoia a cultura, e no caso a literatura, porque a literatura é uma ferramenta e um atalho para a competitividade. Também queremos dizer que a economia privada a operar em Angola deve ter um dever de responsabilidade social. Angola é um País de grandes poetas e escritores. O apoio à leitura, a promoção de hábitos de leitura, é fundamental para melhorar as vidas das pessoas”.
