O processo para a concessão do lixo em Amares voltou, hoje, à reunião de câmara para aprovação da ata da análise de erros e omissões na aquisição de serviços de recolha e transporte de resíduos urbanos no concelho de Amares. A proposta foi aprovada com dois votos a favor, uma abstenção (do vereador Emanuel Magalhães) e dois votos contra (do PS). O vereador do Ambiente, Vitor Patrício, por ser presidente do júri não votou tem Delfim Rodrigues (a substituir o ausente Manuel Moreira) usado o voto de qualidade para aprovar a deliberação.
A oposição voltou a manifestar a sua “total discordância” com a concessão, dizendo Pedro Costa que “o processo é frágil, duvido muito da solução apresentada porque se não funciona noutros concelhos não vai funcionar em Amares. Esta concessão não vai correr bem e vai custar três vezes mais do que o serviço atual que é mau e não pode continuar”. Para o vereador socialista não há dúvida: “precisamos urgentemente de uma solução, mas eu não concordo com esta solução”.
Para Pedro Costa, a nova concessão “não vai resolver o problema da recolha seletiva de lixo que deveria estar articulada com esta proposta e não está. Não se vai verificar nenhuma melhoria porque a empresa que ganhar só terá que fazer o que se faz agora”.
O vereador Emanuel Magalhães, que como bem recordou, assumiu “uma possível favorável a este processo com a necessidade de melhorar o serviço de recolha de lixo que não tem corrido bem”. No entanto, “reservei sempre uma posição diferente caso fosse aprofundando o tema e verificasse que não cumpria o que é exigido”. Emanuel Magalhães quis saber ainda o destino de uma verba de 600 mil euros inscrita na proposta de concessão: “é uma pena que não potenciemos isto para fazer algum investimento próprio” e ‘esquecer’ a concessão.
Também Valéria Silva, do PS, lembrou que “desde o início sou contra esta concessão. Não sou contra as concessões só por ser, se for proveitosa que venha, mas esta não é”. Até porque “prefiro ter um serviço organizado pelo município que garantisse essa qualidade e não tenho a certeza que isso vai acontecer”.
Depois analisou pormenores mais técnicos sobre o caderno de encargos, que considerou “vago e deixa muitas coisas em aberto. Quem pegar na concessão pode fazer o que quiser”. Pormenores como o número de contentores novos que a empresa terá que colocar, o número de recolha por semana ou até a substituição de camiões mereceram observações da vereadora.
Coube ao vereador do Ambiente, Vitor Patrício, defender a concessão, não sem antes referir que “estaria confortável com as duas oluções, quer a concessão quer a municipalição do serviço”. Referindo que os 600 contentores novos terão que ser todos colocados no concelho, “irão substituir os que já não estão em condições e os restantes serão para reforçar a deposição”, deixou a questão da recolha (no mínino três vezes por semana) justificada com a inovação: “há sistemas inovadores que permitem, eficazmente, que a recolha seja feita três vezes por semana. Deixamos isso nas mãos das empresas concorrentes porque queremos saber que propostas inovadoras têm para apresentar, sendo esse um fator de valorização da candidatura”.
Quanto aos camiões terão que ser todos novos, “exceto aqueles que pontualmente por qualquer avaria irão substituí-los”. Quanto aos 600 mil euros, o vereador referiu que serão para utilizar “no projeto paralelo para os bioresíudos. Portugal está muito atrasado no cumprimento das metas europeias e os municípios estão a ser muito pressionados para apresentarem resultados nesta matéria”.
Amares vai fazer um pouco diferente dos outros municípios, até porque Vitor Patrício referiu que “não concordo com o modelo proposto no âmbito da Braval. Por isso, iremos ter um camião especificamente para a recolha destes bioresíduos que serão entregues na Braval e assim teremos um noção exata daquilo que levamos para reconverter”.
