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Trabalho temporário revela tendência positiva com setembro a atingir os melhores resultados do ano

Desde o início do ano que é possível observar uma tendência positiva na colocação de trabalhadores com contrato de trabalho temporário: 85.372 colocações no 1º trimestre, 90.628 colações no 2º trimestre e 90.291 no penúltimo trimestre do ano. Apesar da ligeira diminuição no 3º trimestre face ao 2º trimestre, com menos 337 (-0,4%) pessoas, em setembro existiu um aumento de +10% face a agosto com mais 2.895 trabalhadores com contrato de trabalho temporário. Setembro é mesmo o melhor mês do ano, até ao momento.

Os Barómetros do Trabalho Temporário relativos aos meses de julho, agosto e setembro de 2024, realizados pela APESPE-RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos em parceria com o ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) já se encontram disponíveis para consulta em www.apesperh.pt/.

As principais conclusões apresentadas neste barómetro são as seguintes:

É possível observar o início de uma tendência positiva na colocação de trabalhadores com contrato de trabalho temporário, desde o começo de 2024 (85.372 colocações no 1º trimestre e 90.628 colações no 2º trimestre).

Existe um ligeiro decréscimo no 3º trimestre de -0,4% face ao 2º trimestre deste ano na colocação de trabalhadores com contrato de trabalho temporário, o que se traduz em menos 337 pessoas, num total de 90.291 colocações. Apesar desta evolução, verifica-se um aumento de +10% em setembro, em relação a agosto (mais 2.895 pessoas). Setembro é assim classificado como o melhor mês de 2024, até ao momento.

Observa-se ainda uma diminuição nas colocações de trabalho temporário no 3º trimestre de 2024, face ao mesmo período de 2023, com diminuição de menos 3.816 pessoas em julho (-11,1%); 3.130 pessoas em agosto (-9,9%) e 3.582 pessoas em setembro (-10,3%).

No total, a diminuição no número de colocações no 3º trimestre de 2024 face ao mesmo período do ano anterior foi de -10,44% (100.819 em 2023 vs. 90.291 em 2024) e ainda -16,4% abaixo do mesmo período em 2022 (107.976 colocações).

Em suma, o Índice do Trabalho Temporário (Índice TT), apesar de ainda estar abaixo dos valores comparativos aos períodos homólogos de 2022 e 2023, demonstra sinas positivos de crescimento, ainda que ligeiros, desde o início deste ano, fixando-se em 0,89 em julho e 0,90 em agosto e setembro.

Relativamente à caracterização dos trabalhadores temporários, verifica-se uma ligeira diminuição da contratação de trabalhadoras do género feminino em julho e agosto (43% em ambos), em relação a 44% no mês de setembro.

Ao nível da distribuição etária, entre 24% a 26% dos colocados têm idade média acima dos 40 anos, no 3º trimestre de 2024. Também é significativa (cerca de 21%) a percentagem de colocados com idades entre os 25 e os 29 anos.

O ensino básico mantém-se o nível de escolaridade predominante nas colocações efetuadas de trabalhadores com contrato de trabalho temporário (entre 58% a 59% no 3º trimestre do ano). As colocações de ensino secundário (31% a 33%) ocupam o segundo lugar. Em julho e agosto, pessoas com licenciatura mantêm cerca de 9% das colocações. Quanto ao mês de setembro são em torno de 8% os trabalhadores com esta escolaridade.

As empresas de “Fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis” continuam em primeiro lugar no 3º trimestre de 2024 (cerca de 8% a 9%). Já as empresas de “Atividades auxiliares dos transportes” assumem o segundo lugar nos setores de atividade do Trabalho Temporário no mês de julho e agosto, representando cerca de 7% a 9%. Por outro lado, as empresas de “Fornecimento de refeições para eventos e outras atividades” alcançam o segundo lugar no mês de setembro (8%). Em julho e agosto, a terceira posição é ocupada pelas empresas de “Fornecimento de refeições para eventos e outras atividades” (5% a 6%) e no mês de setembro este lugar pertence às empresas de “Atividades auxiliares dos transportes” (8%).

Na distribuição do trabalho temporário por principais profissões, no 3º trimestre de 2024 destacam-se as “Outras profissões elementares” (entre 28% e 30%), seguindo-se os “Empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes” (19% a 21%). Em terceiro lugar, estão os “Trabalhadores não qualificados da indústria transformadora” (7%) no mês de julho e agosto, enquanto em setembro essa posição é ocupada pelos “Assistentes na preparação de refeições” (9%).

“Apesar do aumento da contratação de trabalhadores com contrato de Trabalho Temporário no mês de setembro, ainda temos um claro desafio de recuperação em relação ao 3º trimestre do ano passado. No decorrer deste ano, é visível através dos diversos barómetros que divulgámos o início de uma tendência de crescimento positiva, no que diz respeito às contratações. Isto demonstra, mais uma vez, como a atual imprevisibilidade económica, política e social que se vive influenciam a contração da atividade no sector”, diz Afonso Carvalho, presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e Recursos Humanos (APESPE-RH).

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