Curiosidades

Tom morreu aos 23 anos num acidente. Mas, nesse momento, salvou 13 vidas

Tom (nome fictício) morreu num acidente rodoviário, aos 23 anos, em Rennes, França. Mas, no dia em que perdeu a vida, salvou a de 13 pessoas, ao doar os seus órgãos.

Na sequência do acidente, o jovem sofreu danos cerebrais “irreversíveis” e, na sala de espera do hospital, os pais tiveram de tomar uma decisão em poucos minutos: “Tom era um doador de órgãos?”

Num país onde todos os dias duas a três pessoas morrem porque não conseguem encontrar um doador, os familiares de Tom não tiveram dúvidas: “Conhecendo nosso filho, a decisão era óbvia para nós”, revela o pai ao jornal Ouest-France.

Tom doava sangue regularmente e era descrito como generoso. Sobre doar as córneas, o pai do jovem hesitou, mas rapidamente se lembrou de uma discussão que tinham tido em tempos: “Se eu morrer, quero doar tudo. É melhor”, defendera o jovem.

Os pais de Tom deram, enfim, permissão para que os médicos removessem todos os órgãos viáveis. A colheita demorou onze horas, para que fossem retirados coração, fígado, pâncreas, fêmur, ambos os rins, córneas, artérias femorais e veias, que salvaram a vida a treze pessoas naquela noite.

“Ele não morreu à toa”, acredita a mãe, aliviada por ter encontrado o corpo do filho em boas condições. “Quando o devolveram, era como se ele estivesse a dormir.”

Comovidos, os profissionais de saúde aproveitaram a oportunidade para lançar um apelo: “Posicionem-se enquanto estão vivos” sobre a doação de órgãos, já que, em França, a taxa de recusa está a aumentar e muitas vezes os familiares recusam ou ignoram os desejos do falecido.

Em Portugal, atualmente, o processo funciona de maneira oposta. “De acordo com a legislação portuguesa, todos podem ser considerados potenciais dadores, desde que não expressem oposição à dádiva no Registo Nacional de Não Dadores”, lê-se na página do Serviço Nacional de Saúde.

Podem ser doados rins, fígado, coração, pâncreas e pulmões. “De um dador de órgãos podem também ser colhidos: tecidos osteotendinosos (como osso, tendão e outras estruturas osteotendinosas); córneas; válvulas cardíacas; segmentos vasculares; e pele”.

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