Vila Verde

Centro Social do Vale do Homem afirma tardar a valorização dos trabalhadores nas IPSS

No passado sábado, a CNIS reuniu em AG, em Fátima, para apreciação, apresentação e aprovação do Relatório do Programa de Ação 2024, bem como das Contas desta Confederação relativas ao ano anterior. Ambos os documentos aprovados por unanimidade.

A reunião magna contou com diversas IPSS do país e o CSVH, como é habitual, manteve presença, na pessoa do seu Presidente, Jorge Pereira.

O Presidente do CSVH foi um dos intervenientes na sessão e, o início da sua intervenção teve como pontos centrais afirmar algumas das suas preocupações e desafios, nomeadamente sobre o processo negocial do Compromisso de Cooperação para o Sector Social Solidário 2025-2026, assinado no passado dia 18 de março. Para além disso, Jorge Pereira vinculou todo o trabalho que tem sido feito no CSVH, nestes 20 anos de Instituição, em diferentes áreas, pugnando pela qualidade, diferenciação e rigor.

O Presidente do CSVH iniciou o seu discurso dando nota das celebrações dos 20 anos de atividade, sob o lema “20 meses, 20 iniciativas”, que arrancou no passado dia 13 de março, no IPCA, em Braga, mas que vai percorrer os seis concelhos em que o Vale do Homem atua.

Com o mote “Valorização dos trabalhadores do setor social e solidário”, esta primeira das 20 iniciativas pretendeu chamar a atenção para a valorização dos colaboradores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Jorge Pereira ressalvou, assim, de que não é apenas através dos salários que os profissionais precisam ser valorizados, mas outros fatores também contam para esta valorização, nomeadamente as promoções na carreira, o trabalho digno, o salário justo e direitos iguais.

Para o Presidente do CSVH, os trabalhadores do setor social são muitas vezes discriminados, ressalvando que, quando as funções são as mesmas, o salário deve ser igual e que a discrepância entre o sector social e a saúde, por exemplo, é absolutamente injustificada. Acresce que, é fundamental estabilizar e reter talento no setor social e isso apenas se faz com a valorização dos recursos humanos, bem como com Instituições que promovam a harmonização da vida profissional e familiar.

De facto, a conciliação da vida profissional com a vida familiar e pessoal é um desafio para as organizações e para os trabalhadores, mas é um tema que deve ser enquadrado nas formas mais modernas de gestão.

O Presidente do CSVH, IPSS que já conta com 260 funcionários, reiterou também nesta AG que urge a criação de uma tabela única de trabalho do setor social, solidário e da saúde que promova a simplificação dos processos, dos níveis, das categorias, das funções, mas que estimule ao mesmo tempo a progressão e vinculação às carreiras profissionais nestas Instituições.

Terminou referindo a importância de se aliar o crescimento profissional com a certificação de conhecimentos, qualificações e competências dos colaboradores, bem como o reconhecimento e valorização salarial. Neste sentido, relembrou que o CSVH aprovou, este ano, o aumento do salário mínimo dos trabalhadores em cerca de 10%, mais 4% do que o mínimo nacional.

O salário mínimo passou assim a 900€, perfazendo um total de 1050€ mês, uma vez que o pagamento dos subsídios de férias e de Natal é distribuído em 12 partes iguais, ao longo do ano, mas juntamente com esta medida remuneratória, a formação, a conciliação entre vida profissional e pessoal, prémios, entre outras medidas, têm sido implementadas.

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