Vila Verde

Linha de alta tensão causa polémica entre PS e câmara de Vila Verde

O PS de Vila Verde emitiu, hoje. um comunicado dando conta do descontentamento que “reina entre as gentes da Ribeira do Neiva devido ao traçado da nova linha de Muito Alta Tensão, que ameaça seriamente um carvalhal com árvores centenárias” Filipe Silva coloca-se ao lado da população, “revoltada com a ameaça ao seu património ambiental e com a deslealdade do deputado na Assembleia da República Carlos Cação e da Câmara Municipal de Vila Verde”

Confrontado com insinuações falsas e flagrante deturpação de factos em “nota de imprensa” da “concelhia de Vila Verde do Partido Socialista”, o Município de Vila Verde começa por esclarecer que “o projeto da linha de Muito Alta Tensão que a REN-Redes Energéticas Nacionais está a implantar e que atravessa as uniões de freguesias da Ribeira do Neiva e do Vade foi licenciado e aprovado pelo anterior Governo do Partido Socialista, que o classificou como de “interesse nacional” e que “no processo, designadamente na fase de discussão pública, o Município de Vila Verde opôs-se e manifestou a oposição à proposta de traçado;

Segundo Filipe Silva, “a Câmara e o deputado simularam apoiar os populares, enquanto estendiam uma passadeira vermelha a um verdadeiro atentado contra o património ambiental do concelho, na idílica Serra do Oural. Pela frente, fizeram declarações públicas e até moções para alterar o percurso da linha de Muito Alta Tensão. Atrás das portas fechadas dos gabinetes, a postura mudou bastante. O percurso foi definido, a área de risco foi ignorada e a população nunca foi sequer informada”.

O Município, através do Vereador Patrício Araújo, representantes das Juntas das Uniões de Freguesia e populares reuniram com membros do então Ministério do Ambiente e Energia, nomeadamente a Secretária de Estado Ana Fontoura, “tendo em vista sanar problemas do traçado e procurando ir ao encontro das pretensões da população local, tendo os esforços desenvolvidos resultado infrutíferos; acompanhou as ações judiciais, incluindo uma providência cautelar, promovidas pela CIM do Alto Minho contra o projeto”.

E vai mais longe: “apesar do projeto ter sido dado como irreversível, o Município de Vila Verde prosseguiu os esforços para alteração do projeto após tomada de posse do atual governo, num processo concertado com autarquias e movimentos populares locais. Com a colaboração do atual Ministério do Ambiente e Energia, tutelada pela ministra Graça Carvalho, e com a colaboração da APA-Agência Portuguesa do Ambiente, foi possível sensibilizar a REN para alterações que diminuem o impacto da intervenção, como diminuir o número de postes, evitar as áreas de carvalhais e desviar para os limites das propriedades a implantação das estruturas”.

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