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Faltam mais de 14 mil enfermeiros no SNS: risco real de colapso nos cuidados de saúde

Portugal precisa de mais de 14 000 enfermeiros para garantir níveis mínimos de resposta no Serviço Nacional de Saúde. O país tem hoje 7,9 enfermeiros por mil habitantes, abaixo da média europeia, e vê agravar‑se o impacto da emigração: mais de 30 900 profissionais portugueses exercem no estrangeiro, e 1 574 saíram só no último ano.

Com a população a envelhecer e os serviços sobrecarregados, a falta de enfermeiros é já um dos maiores riscos para a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde em Portugal.

“Não basta aumentar vagas. É urgente formar profissionais preparados para os desafios reais e garantir que permanecem no país. A escassez atual ameaça o futuro do SNS e exige também que as instituições de ensino assumam um papel mais ativo e responsável na definição de soluções concretas.” – afirma Andreina Tavares, coordenadora adjunta da Licenciatura em Enfermagem do Piaget do Algarve.

Por que é urgente agir?
O défice de profissionais de enfermagem no SNS ultrapassa os 27% em relação às necessidades identificadas. Além disso, quase metade dos recém-licenciados manifesta intenção de emigrar nos primeiros anos de carreira.

Esta tendência, associada à crescente pressão sobre os serviços clínicos provocada pelo envelhecimento da população, pode comprometer gravemente o acesso a cuidados de saúde.

Sem ação imediata, os portugueses enfrentarão tempos de espera ainda maiores, encerramento de serviços e cuidados de saúde mais desiguais. O próprio setor do ensino superior poderá falhar o seu papel social se não se alinhar com as necessidades reais do país.

Resposta e contributo do Piaget em Gaia, Viseu e Algarve
Neste contexto, o Piaget, com presença em Gaia, Viseu e Algarve, assume-se como parte ativa da solução, defendendo a necessidade de uma estratégia nacional que articule a formação de qualidade com políticas eficazes de retenção.

A instituição destaca o seu modelo de ensino, que inclui uma forte ligação a instituições de saúde para facilitar a integração profissional imediata, centros de simulação avançada que permitem treinar competências em cenários clínicos realistas e currículos adaptados aos desafios futuros, como o envelhecimento demográfico, a saúde digital e a resposta a crises sanitárias.

“Portugal só terá capacidade de resposta se formar, desde já, os enfermeiros de que precisa. O Piaget está comprometido em fazer parte dessa solução, mas acredita que esta responsabilidade deve ser partilhada entre escolas, entidades empregadoras e decisores políticos”, conclui a mesma responsável.

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