Foi entre cânticos a Portugal e ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa, entre selfies e autógrafos que o líder máximo da nação foi recebido pelos alunos da EB 2/3 de Vila Verde. Até chegar ao pavilhão desportivo onde proferiu uma aula sobre os desafios atuais que os alunos enfrentam, Marcelo ouviu vários alunos da Academia de música de Vila Verde. E escolheu como tema abordar o mundo de hoje muito diferente do que era e vai continuar a ser.
Já no interior do recinto, duas alunas interpretaram outros tantos temas. Antes do presidente, o diretor do Agrupamento de Escolas, Alberto Rodrigues, deu as boas vindas ao presidente: “é um orgulho tê-lo conosco, é um homem de afetos e os alunos estão ávidos do seu conhecimento”.

Foi, também sob o diapasão dos afetos, que a presidente da câmara saudou Marcelo. “É um privilégio enorme tê-lo em Vila Verde e nesta escola”. A celebrar 170 anos como concelho, Júlia Fernandes recordou que foram “anos de crescimento, de afirmação de um território de afetos, de carinhos, que quer levar o amor para todo o lado. Levar o amor, a amizade e os afetos a quem tanto precisa deles”.
Marcelo
Para o presidente da República, “o sal da vida são os alunos” e recordou os seus tempos de estudante: “sempre quis ter uma carreira fazendo aquilo que gostava de fazer, queria ser professor, professor de direito, viver a minha vida em Lisboa. Estava convencido que ia ter a mesma profissão no sítio onde vivia, já vocês vão ter diversas atividades e profissões em qualquer ponto do Minho, de Portugal e do mundo”.
Alertando os estudantes que “terão que se formar para um novo tempo, um novo espaço”, desafiou-os a “conhecerem-se vocês próprios para fazerem escolhas. Quanto mais depressa se conhecerem a si próprios, mais depressa escolherão aquilo que será o início da vossa vida”.

Outra ideia de Marcelo foi “aprendam a resolver problemas. A vossa vida vai ser resolver problemas, terão testes de repente e é necessário preparem-se para resolver problemas”. Sendo este “o século da comunicação, saber comunicar em varias línguas” é fundamental.
Saber localizar no tempo e no espaço, “saber o onde e o quando, viver com os pés assentes na realidade, não só de Vila Verde ou desta região, mas da Europa e do Mundo. O que é mais importante na nossa vida? É o respeito pelos outros ou estar sozinho, é a liberdade ou a autoridade, é a liberdade ou a segurança?”, questionou Marcelo, que pediu para que “respeitem os outros nas suas diferenças e puxem pelos que sabem menos”.
Uma inquietação surgiu na ‘sala’ quando Marcelo disse aos alunos que eles eram políticos: “vocês podem decidir a vossa vida. E devem perguntar-se o que podem fazer na vossa idade para que possam ser políticos? Participar nas Associações de estudantes, nos grupos desportivos ou culturais ou sociais ou de vizinhança, concordar ou discordar com o que se passa na vossa rua, com o que se passa no vosso prédio”.
Em jeito de repto final pediu aos alunos para estarem “preparados para a mudança. Nenhum de nós é uma ilha. Vivemos sempre com outros e outras e só somos felizes se puserem a mão na consciência pelos outros”.
