Curiosidades

Treino de cães representa 24% dos serviços mais procurados para animais na Fixando

O treino de cães continua a destacar-se entre os serviços mais procurados na Fixando, plataforma líder em contratação de serviços online em Portugal, representando 24% de todos os pedidos relacionados com animais. Os dados revelados pela plataforma mostram uma crescente consciencialização dos portugueses relativamente à importância da educação e socialização dos seus cães.

Os distritos com maior volume de pedidos são Lisboa (23%), Porto (17%), Setúbal (12%), Aveiro (7%) e Braga (7%). Apesar da forte procura, a oferta de treinadores ainda é limitada em algumas zonas.

Em Lisboa, os pedidos recebem em média duas propostas, enquanto no Porto apenas 40% dos clientes encontram um treinador à primeira tentativa. Em Aveiro, a taxa é ainda mais reduzida (26%), ao passo que Setúbal (70%) e Braga (63%) apresentam maior taxa de resposta.

Os dados da Fixando mostram também que 56% dos cães têm menos de um ano, o que indica uma aposta precoce na educação canina. A maioria dos pedidos envolve cães de porte médio (40%), seguidos dos de porte pequeno (24%).
Os tipos de treino mais requisitados são o geral/educação (73%), socialização (34%) e modificação comportamental (31%), sendo que 69% dos clientes preferem aulas de grupo, e 31% optam por aulas privadas.

«Os donos estão cada vez mais atentos às necessidades comportamentais dos seus cães e à importância de uma educação positiva», refere Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando. «Contudo, ainda existem desafios na oferta, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. À medida que cresce a consciência sobre o papel do treino no bem-estar animal, acreditamos que esta procura continuará a aumentar», acrescenta.

Treinadores da Fixando confirmam esta tendência no terreno
Para Daniel Mata, treinador de cães, «os dados para Portugal indicam claramente que a procura por serviços de treino e educação canina tem aumentado, tanto em volume como em diversidade de necessidades. Hoje, os problemas mais comuns estão relacionados com ansiedade, stress, medo e frustração, muitas vezes associados à rotina ou ao ambiente em que o cão vive».

Já Isa, da Patudos Felizes, observa que «nos últimos dois anos a procura disparou, muito devido a questões como a ansiedade de separação e a falta de limites». Para a treinadora, esta mudança reflete uma transformação na relação entre donos e animais:

«Passámos de donos que viam os cães como guardiões da casa para pessoas que os humanizaram em demasia. Recebo imensos cães que não gostam de outros cães e, principalmente, não sabem ser cães».

A Fatinha Prazeres Lavorel, da Academia dos Nossos Animais, acrescenta que «a procura tem aumentado também pela evolução da legislação e pela mudança de mentalidade». Desde o reconhecimento legal dos animais como seres sensíveis em 2017, «as pessoas começaram a dar mais atenção à educação e bem-estar dos seus cães, tratando-os como membros da família».

«Os principais problemas continuam a ser destruição, desobediência e dificuldade em lidar com outros cães. É fundamental que os donos compreendam que o cão tem necessidades próprias e não é um humano. E que a educação positiva — baseada em motivação e recompensa — é sempre o melhor caminho», reforça.

Deixe um comentário