A vereadora do PS na câmara de Amares, Elizabete Cunha, mostrou a sua preocupação com o atraso nas obras da estrada de acesso ao Santuário da Abadia. Um assunto levantado antes da ordem do dia, na reunião do executivo. Sem um acesso alternativo, os amarenses e forasteiros têm que se dirigir ao concelho vizinho de Terras de Bouro para conseguirem chegar até ao Santuário.
A situação está a provocar um impacto negativo no acesso à Abadia e na restauração lá existente. O presidente em exercício na reunião de hoje, João Januário, reconheceu o problema “que herdamos. Estamos a acompanhar o processo, houve um atraso no início da obra no anterior executivo, mas as coisas estão agora encaminhadas”.
João Januário revelou, ainda, que “em paralelo, estamos a estudar um acesso alternativo, precisamente para responder à atual falta de alternativa para aceder ao Santuário da Abadia”.
A obra de reconstrução do muro de suporte da estrada que liga o Mosteiro de Bouro ao Santuário da Abadia, em Amares, já está em andamento, representando um investimento de 450 mil euros,
A circulação naquela via, que é o principal acesso ao santuário, está condicionada desde novembro de 2022 devido a um aluimento de terras fruto das intempéries.
As verbas sairão maioritariamente dos cofres municipais, tendo uma comparticipação de 80 mil euros do Estado – o valor do primeiro concurso – ao abrigo de um mecanismo criado, ainda na governação de António Costa, para ajudar os municípios atingidos pelas intempéries do inverno de 2022. “Tudo o resto será assumido pela Câmara”, garantiu o autarca.
