Nacional

EU e Canadá devem reforçar laços no atual contexto mundial em rápida evolução

Os eurodeputados apelam a uma cooperação mais profunda entre a UE e o Canadá para combater as ameaças à segurança e impulsionar o comércio num contexto de tensões crescentes.
Tendo em conta o atual momento de rutura na ordem internacional e os desafios comuns, a UE deve elevar a sua parceria estratégica com o Canadá a um novo nível, afirmam os membros do Parlamento Europeu num relatório aprovado esta quarta-feira, apontando para interesses e valores partilhados.

Enfrentar as ameaças à segurança
Para responder a ameaças à segurança, como a guerra da Rússia contra a Ucrânia, os ataques híbridos, o terrorismo, a ingerência estrangeira e a assertividade e coerção económica da China, os eurodeputados apelam a uma maior cooperação com o Canadá. Salientam a necessidade de aplicar plenamente a parceria em matéria de segurança e defesa, complementando os esforços da NATO através de iniciativas como a Ação de Segurança para a Europa (SAFE) e o Plano ReArm Europe/Prontidão 2030.

A UE e o Canadá devem intensificar o seu apoio à soberania e à integridade territorial da Ucrânia, através do G7 e da Coligação de Voluntários, coordenar as sanções e os esforços diplomáticos para continuar a isolar a Rússia e promover conjuntamente as relações com os Estados Unidos. O relatório pede uma colaboração mais estreita para enfrentar os desafios colocados pela China, nomeadamente nos Balcãs Ocidentais, maior empenho no Indo-Pacífico e a esforços conjuntos no sentido de uma paz justa e duradoura no Médio Oriente.

Defender o multilateralismo e promover as relações comerciais
Os eurodeputados sublinham a importância de defender o multilateralismo e de salvaguardar instituições fundamentais como as Nações Unidas, o Tribunal Penal Internacional, a Organização Mundial do Comércio, a NATO e fóruns como o G7 e o G20. Defendendo uma cooperação mais profunda no Ártico, os deputados europeus manifestam a sua preocupação com a militarização desta região e desejam esforços conjuntos para salvaguardar a autonomia da Gronelândia num contexto de crescente interesse geopolítico.

Por último, o texto salienta a necessidade de promover os benefícios do CETA e de reforçar a cooperação no domínio da energia. Os eurodeputados pedem aos 10 países que ainda não ratificaram o CETA a fazê-lo antes do 10.º aniversário, em 2027, da sua aplicação provisória.

A resolução foi aprovada por 482 votos a favor, 108 votos contra e 42 abstenções.

Deixe um comentário