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Dezenas juntam-se em concentração contra o espiral da guerra e pela paz

Ontem, no chafariz da Avenida Central, em Braga, pelas 18h00, mais três dezenas de pessoas juntaram-se, numa concentração da plataforma “Braga contra a guerra”, com a reivindicação parar o espiral da guerra pela construção de uma paz verdadeira, lutar contra o imperialismo, o militarismo e todas as formas de opressão e na defesa do direito internacional. “Travar esta escalada de guerra é uma responsabilidade coletiva”.

A Plataforma “Braga contra a guerra” condena “firmemente o mais recente ataque militar levado a cabo pelos Estados Unidos da América e pelo Estado de Israel contra o Irão. Trata-se de uma agressão grave que não pode ser minimizada nem relativizada e que exige uma resposta clara e inequívoca de todos aqueles que defendem a paz, a soberania dos povos e o respeito pelo direito internacional. Esta ofensiva não é um episódio isolado. Insere-se numa longa cadeia de agressões promovidas pelo imperialismo americano e pelo Estado de Israel contra os povos da Ásia Ocidental: a destruição do Iraque e da Líbia, a guerra contra a Síria, o genocídio em curso em Gaza, os ataques contra o Líbano, a instalação do caos no Afeganistão, as ingerências no Iémen e anos de pressão política, económica e militar sobre o Irão”.

Perante este cenário, “afirmamos com clareza que a paz que defendemos não é uma paz abstrata nem neutral. É uma paz assente no fim imediato de todas as agressões militares; no reconhecimento pleno da soberania dos povos para decidir o seu próprio destino, incluindo os meios necessários para garantir a sua defesa, e no desmantelamento das lógicas imperialistas que transformam as relações internacionais num sistema de dominação, exploração e guerra permanente. A guerra de Trump, Netanyahu, Rangel e seus apoiantes proporcionou uma crise energética sem precedentes que afeta toda a população, com o aumento da energia, das casas, da fatura do supermercado”.

“A guerra, mesmo quando parece distante, tem impactos diretos na vida das pessoas em Portugal, agravando o custo de vida e a instabilidade económica. Os conflitos fazem subir os preços da energia, encarecem os combustíveis, a eletricidade e os transportes, refletindo-se em todos os bens essenciais. Ao mesmo tempo, a quebra na produção e exportação de alimentos em países afetados contribui para o aumento dos preços no supermercado, fazendo com que os salários rendam cada vez menos. As empresas enfrentam custos mais elevados, o que pode resultar em menos investimento, despedimentos ou precariedade. Paralelamente, o aumento das despesas militares pelo Estado português representa menos investimento em áreas fundamentais como a saúde, a educação e os apoios sociais. A tudo isto soma-se a instabilidade internacional e as crises humanitárias que provocam deslocações em massa de pessoas, exigindo respostas solidárias e estruturadas. A guerra sente-se no dia a dia, no preço de cada conta, na insegurança económica e na degradação das condições de vida. O nosso salário já mal chegava para viver e agora a situação agravou-se ainda mais, tudo por causa da ganância de quem continua a querer enriquecer à custa dos mesmos de sempre”.

“O Irão, como qualquer outro Estado, tem direito à sua integridade territorial, à sua soberania e ao seu desenvolvimento independente. Exigir que um povo abdique da sua capacidade de autodefesa enquanto é alvo de ataques sistemáticos constitui uma exigência inaceitável, incompatível com qualquer princípio real de justiça e de igualdade entre as nações”.

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