Pais de alunos do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, afirmam-se revoltados face ao aumento das propinas em 18 por cento para o próximo ano letivo e lançaram uma petição pública na internet em que solicitam à direção a eventual revisão das tabelas.
Na petição, que na noite desta sexta-feira já tinha mais de 350 subscritores, os pais manifestam “grande preocupação com o novo preçário para o ano letivo 2026/2027 e que representará um aumento significativo dos custos suportados pelas famílias”.
Os pais começam por admitir que “as instituições de ensino podem enfrentar aumentos de custos e que algumas atualizações de valores podem ser necessárias no tempo”, mas referem que a subida é “muito elevada” e há quem tenha mais de um filho.
“Mas os aumentos agora apresentados revelam-se particularmente elevados e concentrados num único ano letivo, sendo ainda até agravados pela introdução de novos encargos em serviços que antes eram disponibilizados gratuitamente”, segundo os pais.
“Nas alterações mais relevantes”, referidas na petição pública online, “destacam-se o aumento de aproximadamente 465 euros na anuidade em todos os ciclos de ensino, o aumento do valor de inscrição de 205 para 250 euros”, salientam também os pais.
“E há a introdução de pagar pelo prolongamento no 1.º ciclo, com um custo de 75 euros por período (225 euros por ano), quando antes este serviço era disponibilizado gratuitamente até às 19h00 e o aumento adicional do custo das refeições”, dizem.
“O impacto anual direto nas famílias é significativo, considerando apenas o aumento da anuidade e da inscrição, verifica-se um acréscimo aproximado de 510 euros por aluno o ano, além de haver quem tenha três filhos no Colégio D. Diogo de Sousa”.
“No caso do primeiro ciclo, com a introdução do pagamento do prolongamento, o aumento pode atingir 735 euros por aluno por ano, sem contabilizar o aumento das refeições”, criticam os pais e encarregados de educação durante a sua petição online.
Arquidiocese de Braga não comenta
Ao longo desta sexta-feira, tentamos fazer o contraditório jornalístico com os responsáveis do Colégio D. Diogo de Sousa, detido integralmente pela Arquidiocese de Braga, mas não obtivemos qualquer resposta aos emails, telefonemas e mensagens.
O diretor do Colégio D. Diogo de Sousa, padre Nuno da Cunha, não esteve disponível, durante esta sexta-feira, nem também o cónego Vítor Novais, que é quem mais diretamente superintende nos estabelecimentos de ensino da Arquidiocese de Braga.
