Amares

Várias paróquias do Padre António Sousa Magalhães recebem hoje imagem pascal criada por artista amarense

As várias paróquias de Amares do Padre António Sousa Magalhães recebem hoje o postal com a imagem pascal, desenvolvido especialmente para a celebração da Páscoa.

Nos últimos cinco anos, Sylvie Castro tem vindo a desenvolver um notável trabalho artístico ao serviço das paróquias orientadas pelo Senhor Padre António Sousa Magalhães, marcado por uma forte dimensão espiritual, estética e comunitária. Ano após ano, a criação da imagem pascal tem sido confiada à mesma artista, num percurso contínuo que reflete não só consistência criativa, mas também um profundo compromisso com a vivência da fé.

Este projeto, que se renova a cada celebração da Páscoa, nasce de uma colaboração próxima e exigente. “O Senhor Padre António Sousa Magalhães, reconhecendo a importância da arte como veículo de evangelização e contemplação, entrega à artista textos cuidadosamente elaborados, ricos em simbolismo e densidade teológica. Esses textos tornam-se o ponto de partida para a criação artística, inspirando composições que procuram traduzir visualmente o mistério pascal”.

A artista sublinha a responsabilidade e a honra associadas a esta missão, destacando a seriedade e profundidade com que lhe é confiada esta tarefa. “Cada palavra recebida é um convite à contemplação e à procura de sentido. É a partir desses detalhes preciosos que encontro os elementos de inspiração para a aguarela”, refere.

A obra deste ano mantém essa linha de coerência e entrega, apresentando-se como mais um testemunho de fé vivida através da arte. A técnica da aguarela, com a sua delicadeza e transparência, reforça a dimensão simbólica da mensagem pascal, convidando à reflexão e à interioridade.

Para a artista, este trabalho ultrapassa o campo meramente estético. Trata-se de um verdadeiro serviço à Igreja e à comunidade paroquial, vivido com gratidão e sentido vocacional. “Estar ao serviço por uma razão tão bela e profunda faz todo o sentido para mim, enquanto mulher de fé”, afirma.

Este percurso artístico, já com vários anos de continuidade, evidencia o papel fundamental da arte na vida da Igreja, não apenas como expressão cultural, mas como linguagem viva que aproxima, comunica e dá forma ao mistério central da fé cristã: a Ressurreição.

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