Vila Verde

PS de Vila Verde diz que “o caos do lixo é o retrato da gestão municipal do PSD”

O Partido Socialista de Vila Verde responsabiliza o executivo municipal “pelo colapso da recolha de resíduos urbanos”, recordando que votou contra o modelo aprovado e que alertou antecipadamente para este desfecho. Para os socialistas, “o que hoje se vê nas ruas é o retrato da gestão municipal”, apesar de a Câmara dispor de cerca de 700
trabalhadores.

Na Assembleia Municipal, o PS alertou que o modelo contratual era frágil e mal preparado, a transição seria feita sem planeamento, a empresa adjudicatária não tinha condições para garantir o serviço e o município avançava sem estratégia nem garantias de execução.

“O tempo veio confirmar exatamente aquilo que o PS advertiu”. O PS sublinha que o município dispõe de uma estrutura robusta, com cerca de 700 trabalhadores, “capaz de assegurar planeamento, fiscalização, acompanhamento operacional e resposta rápida em situações críticas”.

Para os socialistas, o problema não é falta de meios humanos, “é falta de liderança, organização e responsabilidade política”.

O problema não é da Luságua — é da Câmara Municipal
As notícias divulgadas mostram que a Luságua nega ter assinado qualquer acordo de rescisão e afirma ter sido “surpreendida” pelo anúncio da autarquia, garantindo que cumpriu o contrato e que reforçou meios sempre que necessário.

Para o PS, estas declarações revelam que o colapso do serviço resulta de “um caderno de encargos mal dimensionado, falta de planeamento municipal, ausência de acompanhamento e fiscalização eficaz e decisões políticas tomadas sem estratégia”.

“O executivo municipal não preparou a transição, não acautelou alternativas e não assegurou a continuidade de um serviço essencial”.

Filipe Silva, vereador do Partido Socialista, afirma que este desfecho “só foi possível porque o PSD governa com maioria absoluta e deixou de ouvir”. Segundo o vereador, o executivo “ignorou alertas, recusou diálogo e avançou sem qualquer tentativa séria de evitar o colapso do serviço”.

Filipe Silva acrescenta ainda que a situação “se agrava pelo facto de, enquanto vereador, só ter tido conhecimento deste assunto através dos jornais, e não por qualquer comunicação institucional do executivo”, considerando este comportamento “um sinal claro da falta de transparência e de respeito institucional”.

O vereador conclui: “O atual executivo queria este desfecho, porque nada fez para o evitar — e isso diz tudo sobre a forma como tem governado”.

PS defende uma solução estável e transparente
O Partido Socialista mantém a sua posição: “a internalização do serviço deve ser seriamente considerada, como forma de garantir: maior controlo operacional, custos previsíveis, qualidade consistente e responsabilidade direta perante os cidadãos”.

O PS continuará a acompanhar o processo, “a exigir transparência e a defender soluções que coloquem o interesse público acima de qualquer improviso político”.

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