Na sessão da Assembleia Municipal de Vila Verde, o deputado municipal Carlos Araújo, da bancada do Partido Socialista, apresentou um conjunto de questões que considera “urgentes e inadiáveis”, alertando para situações que colocam em causa a segurança, a qualidade de vida e a boa gestão dos recursos públicos no concelho.
Central de Camionagem: “Um ano depois do incêndio, nada foi feito”
Carlos Araújo denunciou o estado de abandono da Central de Camionagem, lembrando que mais de um ano após o incêndio, o Município não procedeu à limpeza dos espaços afetados; permitiu que parte do teto ruísse recentemente; mantém o edifício a funcionar com um quadro elétrico de obra, exposto e sem condições e continua a utilizar um edifício municipal há mais de 10 anos sem garantir condições mínimas de segurança e legalização.
“O Município devia ser o primeiro a dar o exemplo. Em vez disso, mantém um edifício público em condições que colocam em risco quem o utiliza”.
Estradas municipais em estado “lamentável”
O deputado socialista alertou ainda para o estado “absolutamente degradado” das estradas e caminhos municipais, afirmando que “há vias em Vila Verde em pior estado do que em muitos países de terceiro mundo”; os buracos são mais frequentes do que o próprio piso e o número de processos judiciais contra o Município por danos em viaturas tem
aumentado de forma significativa.
“E isto sem contar com todos os que desistem de reclamar por falta de meios ou paciência”.
Passadeiras mal localizadas e sem iluminação adequada
Carlos Araújo voltou a alertar para a falta de critério na localização de algumas passadeiras e para a ausência de iluminação forte sobre as mesmas, colocando em risco peões e condutores.
“Há locais onde, mesmo a baixa velocidade, a visibilidade é praticamente nula”.
Relvado de Oleiros com irregularidades
O PS questionou ainda o Executivo sobre relatos de irregularidades no relvado sintético recentemente inaugurado no Campo de Oleiros, pedindo esclarecimentos sobre existência de queixas formais; inspeções realizadas e eventuais reclamações aos responsáveis pela obra.
Processo judicial da ACA: quem assume os juros?
Por fim, Carlos Araújo abordou o processo judicial iniciado pela ACA em 2009, que resultou numa condenação do Município ao pagamento de 1,7 milhões de euros, mais juros que poderão ultrapassar 500 mil euros.
O deputado questionou se o Município realizou averiguações internas; se existiam fundamentos para contestar e quem assume a responsabilidade pelos juros acumulados, que representam um prejuízo significativo para os cofres municipais.
PS exige respostas claras e ação imediata
Carlos Araújo concluiu afirmando que estas situações “não podem continuar a ser ignoradas” e que o Executivo tem o dever de garantir segurança, manutenção e boa gestão dos recursos públicos.
