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CDU de Guimarães não considera eficaz a atual proposta do executivo municipal para o Nó de Silvares

Um dos problemas mais sentido em Guimarães é a questão da Mobilidade em todo o concelho. Muitas são as propostas apresentadas e discutidas ao longo dos anos, no entanto, os vimaranenses pouco sentiram as alterações efectuadas como positivas para o seu dia-a-dia.

“É incontestável que houve alterações na promoção e distribuição dos transportes públicos em todo o concelho, quer seja através da concessão da Guimabus, quer seja através dos acordos com a CIM, a AveMobilidade. No entanto, muito está por fazer no que diz respeito à atratividade do transporte público coletivo, faltando horários, intermodalidade e ausência de linhas que correspondam às necessidades reais dos vimaranenses”, refere a CDU.

A CDU conhece as dificuldades que estão associadas a uma mudança de comportamentos e sobretudo as dificuldades que existem num território disperso e com 55 freguesias.

Contudo, “não podemos permitir que se continue a encarar as questões complexas da mobilidade como se fosse a primeira vez. Compreendemos que um executivo novo, com políticas e visões diferentes do anterior, para o território, queira apresentar um novo Plano de Mobilidade Sustentável, sabendo nós que o plano em vigor remonta a 2018 e muito ficou por fazer, principalmente, na concretização da criação de condições para a promoção segura da pedonalização”.
Nas eleições autárquicas de Outubro de 2025 os Juntos por Guimarães prometiam a mudança, os eleitores desejavam a mudança e venceram por maioria. “Como sabemos porque sentimos na pele, as maiorias nunca são muito favoráveis às pessoas e aos territórios, o “quero, posso e mando” torna a população refém de opções que agradam apenas a alguns”.

“O que a CDU tem verificado é que o PSD/CDS continuam a aguardar por “melhores dias” para a tal mudança prometida. Segunda-feira, na reunião de câmara, vai ser celebrado um acordo de gestão entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Infraestruturas de Portugal (IP) com vista à execução da via segregada de ligação entre a Estrada Regional 206 (ER 206) e a Variante de Creixomil. O actual executivo PSD/CDS vai levar a cabo, aparentemente sem questionamento, e sem esperar pelo veredito do tanto proclamado Plano de Mobilidade Sustentável, uma solução que não vai resolver o congestionamento”.

A CDU, em sede de Assembleia Municipal, considerou que a proposta apresentada, pelo anterior executivo PS, “apenas aumenta a estrutura rodoviária tendo pouca consideração pelas estruturas já existentes, nomeadamente a rotunda perto da Igreja de Silvares”.

Assim, activar a rotunda existente, junto ao viaduto, deveria ser opção ou poderia ser considerada nessa nova visão para a Mobilidade no concelho de Guimarães.

A CDU propõe que seja considerada o acesso à Autoestrada, às portagens da A7, na rotunda da N206, que se encontra junto à Igreja de Santa Maria de Silvares, criando duas vias, uma de entrada e uma de saída.

“Esta opção contribuí para retirar o fluxo de automóveis provenientes da N206 que pretendem aceder à autoestrada e
são obrigados a ir à rotunda e voltar no sentido contrário; facilitar o acesso à autoestrada de quem vem de Brito, evitando o constrangimento na rotunda do Nó de Silvares; facilitar o acesso à autoestrada de quem vem da Rua do Corgo, evitando o constrangimento na rotunda do Nó de Silvares”.

A CDU considera que “a execução desta obra, que é necessária, também pela pressão do trânsito proveniente da Autoestrada, deve ser negociada com a empresa concessionária, que beneficiará a circulação de automóveis, evitando que o orçamento municipal seja gasto na construção destas vias e seja aplicado na promoção do transporte público”.

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