Amares

Amares aumenta para 141 camas, a resposta em residências assistidas

Na região Norte, a SER – Senior Exclusive Residences prepara um reforço significativo da sua capacidade de resposta sénior, prevendo aumentar de 155 para 336 o número de camas disponíveis nas unidades de Barcelos e Amares já durante 2026.

No conjunto, estas duas operações permitirão acrescentar 181 camas à oferta existente na região.

Em Barcelos, a capacidade deverá passar de 95 para 195 camas, enquanto em Amares a expansão prevista permitirá aumentar de 60 para 141 camas.

O reforço surge numa altura em que os internamentos sociais continuam a representar um desafio para o sistema de saúde português. Dados recentes apontam para mais de 2.800 pessoas internadas nos hospitais públicos apesar de já terem alta clínica, uma situação frequentemente associada à insuficiência de respostas de cuidados continuados e apoio à população sénior.

A expansão das unidades de Barcelos e Amares integra a estratégia de crescimento da SER, que acaba igualmente de anunciar a aquisição do Grupo Naturidade, reforçando a sua posição entre os principais operadores privados nacionais de residências assistidas e cuidados continuados.

A compra de cinco unidades com 296 camas e a entrada em operação de mais 430 camas até novembro deste ano levam o grupo SER a alcançar o primeiro lugar no setor das residências assistidas, com 1.386 camas. “O grupo está a executar a visão que o acionista CoRe Capital tem para um setor que o Estado português considera prioritário”, afirma o CEO, Pedro Capitão.

O SER – Senior Exclusive Residences, grupo gestor de unidades de cuidados continuados e de residências assistidas para idosos que a CoRE Capital começou a construir em 2020, vai assumir a liderança do setor em Portugal até final de 2026 ao atingir as 1.386 camas em funcionamento. Às 660 camas que já detinha em nove unidades, o SER juntou agora a compra de cinco unidades de cuidados continuados ao Grupo Naturidade, com 296 camas, um negócio de 9,5 milhões de euros. Até novembro, vão entrar em operação mais 430 camas de cuidados continuados lançadas pelo SER em 2024 com apoio de verbas do PRR, um investimento total de 22 milhões de euros.

“No final do ano iremos ter em funcionamento 1.386 camas distribuídas por 16 unidades localizadas entre o Minho e a Grande Lisboa. A aquisição das operações do Grupo Naturidade é um passo decisivo na ambição de liderar o setor e na consolidação da presença do SER no centro do país”, afirma Pedro Capitão, CEO do grupo SER. “No decurso de 2027, vamos acrescentar mais 42 camas às unidades que adquirimos ao Grupo Naturidade, fixando-nos nessa altura nas 1.428 camas. Mas não ficaremos por aí: temos um ‘pipeline’ de novos investimentos em avaliação e negociação para alcançar, até 2030, as duas mil camas em operação”.

A aquisição do grupo Naturidade e os projetos de expansão em curso levarão o grupo SER a ultrapassar a capacidade instalada dos principais concorrentes (ver Mapa dos principais operadores em anexo). Com a integração das unidades do Grupo Naturidade – até agora o quinto operador nacional de residências assistidas, com uma faturação de 10,6 milhões de euros em 2025 – o Grupo SER irá dar nos próximos meses um significativo salto na sua operação: das nove unidades que em 2025 obtiveram 15 milhões de receitas, o SER irá triplicar a sua faturação para 45 milhões em 2027, ano em que as 16 unidades irão funcionar em velocidade de cruzeiro.

“2027 vai ser o ano de consolidação do grupo SER como o operador de referência do setor em Portugal, uma marca que representa a qualidade de serviço para os segmentos médio e médio-alto nas regiões Norte, Centro e de Lisboa”, afirma Pedro Capitão. Segundo o presidente executivo, o grupo SER “está a executar a visão que o acionista CoRe Capital tem para um setor que o Estado português considera prioritário, quer para descongestionar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer para assegurar uma vida confortável a uma das populações mais envelhecidas da Europa”.

Aposta nas camas contratadas com o SNS
A referência ao SNS é relevante, uma vez que a totalidade das 430 camas novas que vão entrar em funcionamento no grupo SER em 2026 será de cuidados continuados, no âmbito de contratos firmados com a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Os estudos indicam que a falta de residências assistidas em Portugal é responsável por internamentos inapropriados, que correspondem a mais de 10% dos internamentos totais no Serviço Nacional de Saúde, determinando perdas anuais de mais de 300 milhões de euros pelo SNS e o adiamento de muitas intervenções cirúrgicas por falta de camas disponíveis nos hospitais.

“Há uma aposta clara do SER num setor que o Estado considera uma prioridade nacional, com falta de 30 mil novas camas a médio prazo”, afirma Pedro Araújo e Sá, sócio da CoRe Capital e presidente do conselho de administração do grupo SER. “A CoRe Capital continuará a dotar o SER do capital necessário para que este consolide a sua liderança, tanto nas camas de cuidados continuados, como nas camas em residências onde as pessoas mais velhas possam viver com qualidade em Portugal”.

O grupo SER opera nos dois segmentos principais do mercado das residências assistidas: os chamados estabelecimentos residenciais para pessoas de idade (ERPI) e as camas das unidades de cuidados continuados integrados (UCCI) contratadas com a respetiva rede nacional.

“Há um alinhamento dos investimentos do SER com as necessidades do país e as prioridades do Estado para o setor da saúde”, afirma Pedro Capitão.

“A demografia portuguesa, a falta de camas de cuidados continuados no país, assim como a escassez de soluções para a população sénior nos próximos anos, estão a criar uma grande pressão sobre a oferta, que é claramente insuficiente em Portugal: o grupo SER está a dirigir os seus investimentos para responder a essa procura, para os segmentos médio e médio-alto, e tem apostado muito na qualificação das suas unidades residenciais”.

Projetos de investigação com a Universidade do Porto
Para além da qualidade do serviço e das infraestruturas nas suas unidades, o SER está a organizar-se para oferecer aos seus clientes seniores opções entre estilos de vida centrados em ocupações ao ar livre como a jardinagem e o cultivo de hortícolas, ou noutro tipo de iniciativas adequadas ao perfil de cada pessoa. As equipas das unidades do SER estão a ser construídas para que as atividades de lazer e ocupacionais possam ter uma regularidade acima da média, atraindo, por essa razão, pessoas e casais em idades mais precoces.

“Estamos a reformular as nossas unidades para que tenham ofertas segmentadas para os diferentes tipos de procura, apresentando, a preços acessíveis, perfis de assistência cada vez mais ajustados aos interesses e às condições de saúde de quem nos procura, cumprindo a nossa missão de ter clientes e famílias felizes”, afirma Francisco Ribeiro, administrador do grupo SER com o pelouro das operações. “O SER está a desenvolver projetos de investigação com instituições de ensino superior, como a Universidade do Porto, que vão dar em breve indicações relevantes para ajustarmos o nosso desempenho ao nível do acompanhamento das demências, da nutrição, da fisioterapia, da cognição, da terapia ocupacional, etc.”.

Simultaneamente, o grupo SER tem em curso um projeto para colocar a humanização dos cuidados na base do seu modelo operativo. “Temos como objetivo certificar todas as unidades, nos próximos dois anos, na metodologia de cuidado Humanitude, reforçando a nossa diferenciação face à concorrência”, afirma Francisco Ribeiro.

A CoRe Capital é a sociedade gestora fundada por Nuno Fernandes Thomaz, Martim Avillez Figueiredo, Pedro Araújo e Sá e Pedro Soares David. Os seus fundos têm investido na capitalização e crescimento de empresas históricas, com peso relevante nas economias locais do Norte e Centro do país e colaboradores com elevado know-how nos respetivos setores.

Em 2020 a CoRe Capital entrou no setor das residências assistidas através do seu primeiro fundo, o CoRe Restart. Em 2024, a sociedade gestora mobilizou o seu fundo CoRe Consolida para expandir a empresa e, em 2025, para criar o SER, a nova marca do grupo. Foi também o investimento do CoRe Consolida que financiou a compra das unidades ao grupo Naturidade.

Deixe um comentário