As comemorações do 7.º aniversário da inscrição do Santuário do Bom Jesus do Monte na Lista do Património Mundial da UNESCO ficaram assinaladas com a inauguração do renovado Jardim de Camilo, um espaço requalificado que reforça a valorização patrimonial, paisagística e cultural de um dos mais emblemáticos monumentos do país.
A cerimónia contou com a participação do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE), Álvaro Santos e do Vice-Presidente para a Cultura, Rui Costa.
A intervenção integrou o projeto “Bom Jesus: Requalificar III”, representando um investimento próximo dos 200 mil euros, comparticipado em 75% por fundos europeus através do NORTE 2030, permitindo recuperar um espaço de elevado valor histórico e literário associado à presença de Camilo Castelo Branco no Bom Jesus.
O renovado Jardim de Camilo passou a beneficiar de melhores condições de acessibilidade, permanência e visitação, através da recuperação de pavimentos, muros e áreas ajardinadas, da instalação de nova iluminação e da criação de zonas de estadia para os visitantes. Entre os elementos preservados destaca-se a emblemática mesa onde Camilo Castelo Branco terá escrito algumas páginas da obra No Bom Jesus do Monte.
Na sua intervenção, o presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, destacou a importância de continuar a investir na valorização do património enquanto fator de desenvolvimento regional.
“A recuperação do Jardim de Camilo representa muito mais do que uma obra de requalificação. É um investimento na memória, na identidade e na capacidade de tornar o património mais acessível, mais vivido e mais próximo das pessoas”, afirmou.
Para Álvaro Santos, o reconhecimento da UNESCO constitui igualmente uma afirmação da capacidade da região em preservar e valorizar o seu património.
“Investir no património é investir na economia, no turismo, na cultura e na qualidade de vida. É reforçar a atratividade dos nossos territórios e afirmar a identidade da Região Norte. Na CCDR NORTE continuaremos empenhados em apoiar projetos que conciliem preservação patrimonial, valorização cultural e desenvolvimento sustentável”, sublinhou.
O responsável recordou ainda que o património “não é apenas um legado do passado, mas um ativo estratégico para construir o futuro”, reforçando o compromisso da instituição com projetos que promovam simultaneamente a conservação patrimonial e o desenvolvimento dos territórios.
Por sua vez, o presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, Cónego Mário Martins, salientou o significado da intervenção para a valorização da envolvente do Santuário.
“Mais do que uma simples obra de requalificação, esta intervenção permitiu recuperar e devolver a vida a um espaço que se encontrava encerrado, degradado e com problemas de segurança. Hoje devolvemos este jardim à comunidade, preservando o património e tornando a estância que envolve o Santuário ainda mais bela e atrativa”, afirmou.
Entretanto, prosseguem as obras de reabilitação da Casa dos Correios e do Apeadeiro Inferior do Funicular, igualmente inseridas na estratégia de qualificação do complexo do Bom Jesus, prevendo-se a sua inauguração ainda durante este ano.
Reconhecido pela UNESCO em 2019 pelo seu valor universal excecional, o Santuário do Bom Jesus do Monte continua a afirmar-se como uma referência nacional e internacional, reunindo património, espiritualidade, paisagem e cultura num espaço único que atrai anualmente milhares de visitantes à região Norte.
