O stock de habitação disponível para arrendar em Portugal desceu 22% no segundo trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, para um total de 40.716 imóveis de arrendamento de longa duração, segundo a análise de dados do idealista, o principal marketplace imobiliário do sul da Europa. Face ao primeiro trimestre de 2026, o stock manteve-se praticamente estável (-0,3%).
Capitais de distrito e regiões autónomas
A oferta de casas para arrendar diminuiu em 6 das 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas face ao período homólogo. Coimbra (-58%) e Porto (-52%) registaram as quedas mais acentuadas, seguidas de Lisboa (-27%), Leiria (-9%), Portalegre (-8%) e Braga (-5%). Em sentido contrário, a oferta cresceu em 12 capitais, com destaque para Funchal (58%), Viana do Castelo (57%), Vila Real (50%) e Ponta Delgada (44%). Registaram-se também subidas em Bragança (35%), Viseu (37%), Faro (33%), Évora (31%) e Santarém (30%), bem como aumentos mais moderados em Castelo Branco (20%), Guarda (11%) e Setúbal (6%). Aveiro e Beja mantiveram-se estáveis (0%).
Segundo Ruben Marques, porta-voz do idealista, “quando falamos de mercados com crescimentos superiores a 50%, é importante perceber o que está por detrás desses números. Em cidades com pouca oferta de arrendamento, uma subida de 50% pode representar apenas algumas dezenas de imóveis adicionais, um volume que não chega para alterar substancialmente as condições do mercado local. O problema real do arrendamento em Portugal concentra-se nos grandes centros urbanos, onde a oferta continua a cair e a pressão sobre as famílias é mais intensa.”
Distritos e ilhas
A oferta de casas para arrendar aumentou em 14 dos 20 distritos e ilhas analisados face ao período homólogo. Beja (65%) liderou o crescimento do stock, seguida de ilha da Madeira (50%), Bragança (44%), Portalegre (41%), ilha de São Miguel (40%), Viana do Castelo (38%), Évora (28%), Guarda (27%), Vila Real (22%), Viseu (22%), Faro (14%), Castelo Branco (9%), Braga (7%) e Santarém (3%), Em sentido contrário, a oferta de casas para arrendar diminuiu em seis distritos. Coimbra (-49%) e Porto (-42%) registaram as quebras mais acentuadas, seguidos de Lisboa (-20%), Setúbal (-10%), Leiria (-5%) e Aveiro (-4%).
Os dados apresentados foram recolhidos e analisados pelo idealista/data, a proptech do idealista que fornece informações destinadas a profissionais do setor para apoiar decisões estratégicas em Portugal, Espanha e Itália. O idealista/data baseia-se numa vasta base de dados própria e recorre ainda a dados públicos e privados, oferecendo serviços de avaliação, investimento, angariação e análise aprofundada de mercado.
