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Parque com cerca de 15 hectares é “o novo pulmão” da cidade de Famalicão

Câmara de Vila Nova de Famalicão inaugurou, no sábado, o Parque de São Miguel-o-Anjo, um espaço que conta com cerca de 15 hectares e que é visto como o “novo pulmão da cidade”, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a câmara refere que o parque fica na União de Freguesias de Famalicão e Calendário e resulta de um conjunto de obras de valorização no Monte e Castro de São Miguel-o-Anjo.

Sublinha que a intervenção foi “minimalista, respeitando os vestígios arqueológicos e os valores naturais e paisagísticos existentes, e traduziu-se na melhoria do acesso e da fruição do espaço, qualificando a sua visita e acautelando as condições de segurança, manutenção e salvaguarda do património.

Os trabalhos contemplaram o reperfilamento de caminhos já existentes e a criação de três miradouros – Miradouro da Fertilidade, Miradouro dos Vales e Miradouro de Vila Nova – e de novos percursos pedonais interpretativos e de contemplação.

Passaram ainda pela instalação de passadiços metálicos em ferro e pela criação de uma área de repouso, lazer e de atividades ao ar livre.

Segundo o comunicado, os vestígios arqueológicos encontrados revelam que o Monte de São Miguel-o-Anjo foi habitado desde a Idade do Bronze, há cerca de três mil anos.

Mais tarde, durante a Idade do Ferro, ergueu-se ali um pequeno castro, um povoado fortificado construído para proteger a comunidade e os seus bens.

Com a chegada dos romanos, o espaço terá sofrido algumas transformações, mas seria na Idade Média que voltaria a assumir um papel de destaque, com funções estratégicas de vigilância sobre a paisagem envolvente.

Por volta de 1894, foi alvo de uma “exploração”, mas só na década de 1980 foi identificado e o seu valor arqueológico reconhecido, levando à sua classificação como Imóvel de Interesse Público em 1990.

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