A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede que há vários anos se dedicava à importação de haxixe de Marrocos para Portugal, recorrendo a pessoas que transportavam a droga no interior do organismo, numa operação que levou à detenção de quatro suspeitos, anunciou esta segunda-feira aquela polícia.
A operação, desencadeada nos últimos dois dias em vários pontos do país pela Diretoria do Norte da PJ, culminou com as detenções em Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, e com a apreensão de cinco quilos de resina de canábis, dinheiro, dois automóveis e vários telemóveis.
Segundo a PJ, o grupo, sediado na região do Minho, dedicava-se à importação de quantidades significativas de resina de canábis proveniente de Marrocos, para posterior distribuição e comercialização em território nacional.
Para concretizar o transporte, a organização recrutava habitualmente pessoas com comportamentos aditivos, que fazia deslocar até Marrocos através do sul de Espanha e que regressavam depois a Portugal com haxixe no interior do organismo.
Estes “correios de droga”, descritos pela PJ como “invólucros móveis” do produto estupefaciente, eram utilizados pelo grupo numa tentativa de escapar ao controlo das autoridades.
A frequência das viagens e a elevada qualidade do produto transportado terão tornado a atividade particularmente lucrativa, mantendo-se o esquema em funcionamento durante vários anos.
No âmbito da operação agora desencadeada, os investigadores acompanharam mais um transporte de droga e intervieram quando os elementos do grupo se reuniram.
Além dos cinco quilos de resina de canábis, foram apreendidas quantias elevadas de dinheiro em numerário, dois automóveis, diversos telemóveis e outros elementos considerados relevantes para a investigação.
Os detidos são três homens, com idades entre os 32 e os 44 anos, e uma mulher, de 38 anos.
Os quatro foram presentes às autoridades judiciárias competentes, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, tendo sido aplicada prisão preventiva a três dos suspeitos e prisão domiciliária ao quarto.
As investigações prosseguem.
