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ACIB reuniu com contabilistas para debater Orçamento de Estado para 2027

A ACIB reuniu com um significativo número de Contabilistas Certificados da região no sentido de apurar quais as principais reivindicações para o Orçamento de Estado para 2027 com impacto direto nas micro e PME.

Quer ao nível da simplificação administrativa, que tem a ver com o trabalho diário dos contabilistas, quer ao nível das necessidades das empresas, foram recolhidos contributos desde o mundo real, junto de quem diariamente sente os efeitos da aplicação das decisões administrativas que muitas vezes dificultam a atividade das empresas.

Para João Albuquerque, Presidente da ACIB, “esta reunião com os Contabilistas Certificados é muito importante no sentido em que recolhemos informação concreta que faremos chegar às nossas confederações bem como aos responsáveis políticos. É importante fornecer-lhes informação sobre os temas com impacto real nas empresas”.

“As empresas estão sobrecarregadas de burocracia redundante, sujeitas a uma enorme pressão fiscal em vários domínios, a uma constante pressão legislativa com excesso de normas. A competitividade assim não pode crescer”.

Na reunião foram abordados temas como:

  • A necessidade de estabelecer critérios fixos em relação aos benefícios fiscais; as alterações de interpretação prejudicam as empresas;
  • Eliminar a obrigação do pagamento especial por conta no modelo atual, que muito penaliza as empresas; pagam primeiro sem atingir volume e recebem reembolso depois;
  • Uniformizar os prazos de entrega das diferentes declarações, quer à Autoridade Tributária, quer à Segurança Social, facilitando a vida aos contabilistas;
  • Eliminar burocracias redundantes entre organizações do Estado, que penalizam o trabalho dos contabilistas e das empresas;
  • Fomentar programas de apoio à digitalização das microempresas, que pela sua natureza estão atrasadas neste domínio, e que são uma enorme sobrecarga para o trabalho dos contabilistas;
  • Resolver com reforço de quadros, de tecnologia e de normas o problema do Registo Comercial, que tem enormes atrasos dificultando, por exemplo, a concretização da “Empresa na hora”;
  • Face às exigências de clientes e fornecedores sugere-se a implementação de um programa de apoio para as micro e PME avançarem nos processos de ESG;
  • Abrir um canal privilegiado para os contabilistas nos sistemas on-line da AT e Segurança Social.
  • As questões estratégicas como o IRS, o IRC, a TSU e o pacote de habitação foram igualmente abordadas na reunião.

O tecido empresarial da região Cávado/Ave é caraterizado por ter 110.712 empresas 377.687 trabalhadores, um volume de negócios de 37.426 milhões e contribui com 7.945 milhões de euros para as exportações.

A ACIB como Câmara de Comércio e Indústria tem uma intervenção direta junto do tecido empresarial e está filiada na CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e na CIP – Confederação Empresarial de Portugal.

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