Minho

Noite Branca em Braga: mais de 20 espaços de portas abertas numa grande celebração da arte e do património

De 4 a 6 de setembro, a Noite Branca transforma Braga num museu vivo a céu aberto. Com entradas gratuitas, horários estendidos e uma programação de artes visuais, performance e arquitetura em mais de duas dezenas de espaços, o evento convida a redescobrir a cidade sob o mote “A mesma cidade. Outra forma de a ver”.

Muito para lá dos grandes palcos de música, a edição de 2026 da Noite Branca coloca a criação contemporânea, a memória e a vivência do património no centro da experiência urbana. Sob o novo posicionamento “Em Braga, a noite tem outro ritmo”, o Município faz uma clara aposta na oferta expositiva, promovendo um percurso plural e democrático de acesso à cultura que se estende por museus, galerias, edifícios históricos e praças do centro urbano.

Durante os três dias, será possível fazer visitas noturnas à luz da lanterna no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, contemplar a cidade a 360º no topo da Torre Medieval do Museu Pio XII, explorar a Sé Catedral ou viver o programa de desaceleração e bem-estar Cividade em Contemplação nas seculares Termas Romanas do Alto da Cividade, além das passagens obrigatórias pela Domus da Escola Velha da Sé e pela Fonte do Ídolo.

A vertente expositiva afirma-se pela presença de grandes acervos e projetos de referência nacional e internacional. É o caso da exposição “Sejamos Realistas, Exijamos o Impossível”, no MUZEU, que reúne mais de uma centena de obras de 84 artistas incontornáveis como Pablo Picasso, Helena Almeida, Anselm Kiefer ou Paula Rego. Também o Forum Arte Braga apresenta “Solares Portugueses”, uma prestigiada seleção de obras da Vasco Collection que percorre a arte moderna e contemporânea através de mestres como Paula Rego, José Pedro Croft, Júlio Pomar e José de Guimarães — afirmando o Forum Braga como um novo polo da programação do evento. O itinerário das artes visuais prolonga-se depois pela zet gallery (com “AntiLike” de BECO), pelo gnration (com a mostra dos Laboratórios de Verão e o Grupo Coral do Auto-tune), pelo Palácio do Raio, Museu Nogueira da Silva e Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, entre outros.

A arte na Noite Branca ganha também corpo através de performances imersivas e criações comunitárias. No Palácio dos Biscainhos, os salões e os jardins tornam-se palco de dança e música coral, enquanto o Museu do Traje acolhe a instalação participativa “Capotilha”. O Theatro Circo recebe a ópera “Papa est Mort” e a Praça António Losa transforma-se na mostra multidisciplinar “Arte no Estendal”. Já o Mercado Municipal e a INATEL Braga surpreendem o público com propostas que vão da ópera comunitária às artes plásticas para famílias.

Com acessos gratuitos e uma geografia pensada para convidar a caminhadas sem destino marcado, a Noite Branca 2026 devolve aos bracarenses e visitantes uma cidade para redescobrir a pé, de museu em museu, de praça em praça, até de madrugada.

Deixe um comentário