A ex-funcionária do extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Leiria, Maria Antonieta Pedro, foi condenada a dez anos de prisão por ter integrado um esquema para legalizar imigrantes. No mesmo processo, o tribunal também condenou, em julho, uma advogada de Famalicão, Bárbara Braga, a seis anos e oito meses de cadeia, por mais de uma centena de crimes de auxílio à imigração ilegal, muitos deles por recorrer a atestados médicos falsos.
Outra advogada, Simone Marins, de nacionalidade brasileira e a viver em Lisboa, e uma segunda funcionária do SEF, Maria Fonseca, foram igualmente condenadas, porém, as suas penas de cadeia ficaram suspensas.
O acórdão do Tribunal de Braga, a que o JN teve acesso, enumera mais de 150 casos de imigrantes, maioritariamente brasileiros, que tinham entrado ilegalmente em Portugal e pagaram entre 500 e dois mil euros à advogada de Famalicão para tentarem conseguir autorização de residência.
