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Centro de Juventude de Braga celebrou Dia Internacional da Juventude com foco no pensamento crítico e participação

O Centro de Juventude de Braga (CJB) assinalou o Dia Internacional da Juventude com uma programação que
colocou os jovens no centro da reflexão sobre os desafios da sociedade contemporânea, promovendo o pensamento crítico, a participação e a cidadania democrática.

Sob o mote de “eclipsar o discurso de ódio”, a iniciativa juntou jovens, associações e organizações numa tarde de reflexão e convívio, que incluiu uma conversa dedicada ao pensamento crítico dos jovens na era digital, animação assegurada por DJ Emídio Meireles e, no final, um momento de observação do eclipse solar, a partir do Sameiro.

Pensada para assinalar, pelo quinto ano consecutivo o Dia Internacional da Juventude, esta iniciativa reflete a missão que o CJB tem vindo a consolidar ao afirmar-se como ponto de encontro da juventude e do movimento associativo e como espaço inclusivo e educativo, criado com e para os jovens.

“O CJB quer ser, cada vez mais, a casa dos jovens e do movimento associativo. Um espaço de portas abertas a todo o concelho, onde os jovens encontram oportunidades para participar, apresentar e desenvolver ideias, conhecer outros jovens e integrar projetos e experiências nacionais e internacionais”, destaca Luís Rodrigues, administrador executivo da InvestBraga.

Para o administrador, esta dimensão assume particular importância quando associada ao desenvolvimento de competências que permitam aos jovens participar de forma mais consciente na sociedade. “Mais do que receber jovens, queremos dar-lhes espaço, voz e ferramentas para serem protagonistas. Acreditamos que uma democracia forte precisa de jovens informados, com capacidade de pensamento crítico, mas sobretudo participativos, que sintam que a sua voz conta e que percebam que têm capacidade para transformar as comunidades onde vivem”, acrescenta.

CJB reforça missão de promoção da democracia e cidadania
O desenvolvimento do pensamento crítico tem assumido uma importância crescente na estratégia de trabalho do Centro de Juventude de Braga, acompanhando os desafios colocados pela desinformação, pela polarização, pelo discurso de ódio e pela velocidade de circulação de conteúdos nos ambientes digitais.

Neste contexto, o CJB tem procurado criar oportunidades que permitam aos jovens questionar, interpretar e confrontar informação, construir as suas próprias opiniões e contactar com diferentes perspetivas, tendo como pilares a educação não formal, o diálogo, a participação e o associativismo, numa abordagem integralmente alinhada com os valores promovidos pelo Conselho da Europa.

“Não queremos falar de democracia apenas como um conceito, mas sim criar oportunidades para que os jovens a vivam, através do diálogo, do associativismo, da participação e da construção coletiva. Aprender a questionar, a verificar informação, a argumentar e a respeitar opiniões diferentes são competências fundamentais para uma participação democrática consciente”, afirma Pedro Couto Soares, diretor do Centro de Juventude de Braga.

O responsável sublinha ainda que “num contexto de desinformação, polarização e discurso de ódio, estimular o pensamento crítico dos jovens é uma responsabilidade cada vez maior. Queremos contribuir para formar jovens capazes de pensar por si próprios, participar e intervir nas suas comunidades. Não queremos desenvolver políticas apenas para os jovens; queremos construí-las com os jovens”.

Este trabalho ganha particular relevância num momento em que o CJB se prepara para receber uma nova auditoria do Conselho da Europa, no âmbito do Quality Label for Youth Centres, uma das mais importantes referências europeias para centros dedicados ao trabalho com jovens.

O processo permitirá avaliar o trabalho desenvolvido pelo Centro de Juventude de Braga e a sua aproximação aos padrões europeus de qualidade, nomeadamente nas áreas da educação não formal, participação juvenil, direitos humanos e cidadania democrática.

“O Quality Label representa um compromisso permanente de exigência e melhoria, obrigando-nos a olhar para aquilo que fazemos, avaliar o impacto do nosso trabalho e garantir que Braga continua alinhada com as melhores práticas europeias de trabalho com jovens”, salienta Pedro Couto Soares.

Para o diretor do CJB, “esta auditoria é também uma oportunidade para demonstrarmos a evolução que o Centro tem feito e reafirmarmos a ambição de continuar a construir um espaço que coloca efetivamente os jovens no centro da sua atuação”.

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