As lojas da cadeia Forte Store foram alvo de 33 assaltos, denunciou o CEO Nuno Forte. O responsável fez um apelo nas redes sociais, no qual pede que os consumidores verifiquem a origem dos produtos: “Se não sabe de onde vem, não compre”.
“33 assaltos. Dois deles em menos de um mês. Até quando?” Esta foi a questão (e denúncia) lançada por Nuno Forte, fundador e CEO da Forte Store – uma cadeia de lojas de vestuário com maior incidência no Norte do país -, através de uma publicação nas redes sociais, na qual também deixou um apelo: “Se não sabe de onde vem, não compre.”
Na passada terça-feira, dia 18 de agosto, o responsável revelou que “hoje voltaram a entrar numa das nossas lojas. Desta vez, em Famalicão” – mostrando um vídeo de furtos, captados por imagens de videovigilância. Na mensagem colocada no Facebook, Nuno Forte considerou ainda que “este já não é apenas um problema da Forte Store”. “É um problema de todos nós.”
“Porque”, destacou o CEO, “por detrás de uma montra partida não está apenas mercadoria. Estão anos de investimento, postos de trabalho e mais de 470 famílias que dependem diretamente destas empresas”.
Nuno Forte salientou que, a par desta questão, “há uma realidade que também precisamos de enfrentar: Quem rouba precisa de quem compre”. E, neste sentido, deixou um apelo: “Se encontrar roupa de grandes marcas em feiras, redes sociais ou outros canais e não conseguir perceber a sua proveniência, não compre. Questione a origem. Exija fatura. Procure lojas e vendedores autorizados.”
“Porque aquela peça que parece uma oportunidade pode ter começado numa porta arrombada e no trabalho de alguém que foi destruído em poucos minutos”, frisou ainda no mesmo post.
“Se 33 assaltos ainda não são suficientes para exigir uma resposta, quantos serão?”
O fundador da Forte Store deixou também uma “pergunta” às autoridades. “Se 33 assaltos ainda não são suficientes para exigir uma resposta, quantos serão? 40? 50? 100?”
Nuno Forte assegurou que a cadeia de lojas quer “continuar a investir em Portugal”, “continuar a criar emprego” e “continuar a crescer”, mas “queremos fazê-lo em segurança”.
“E se vai partilhar este vídeo, não o faça apenas pela Forte Store. Partilhe pelas mais de 470 famílias que vivem deste trabalho. Partilhe por todos os comerciantes que já passaram pelo mesmo. E partilhe para que esta mensagem chegue a quem pode fazer alguma coisa”, vincou.
A mensagem termina com o reiterar do apelo: “Se não sabe de onde vem, não compre. Se acredita que 33 assaltos já são demais, não fique em silêncio.”
