O Museu da Imagem, em Braga, reabre na sexta-feira, depois de ter estado fechado desde 2019 para obras de reabilitação que custaram cerca de meio milhão de euros, foi hoje anunciado.
O anúncio foi feito, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara, João Rodrigues, que sublinhou que o museu não abriu antes “porque as obras ainda não tinham terminado”, apesar de o anterior executivo, presidido por Ricardo Rio, ter dado a empreitada por concluída em outubro de 2025.
“Eu sei que não estava concluída”, disse João Rodrigues, escusando-se a especificar o que é que, na altura, estava por fazer.
No entanto, em maio último, quando questionado pelo vereador da Iniciativa Liberal, João Rodrigues adiantara que só em inícios desse mês é que tinha ficado concluído o sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC).
Hoje, a vereadora da Cultura, Catarina Miranda, referiu que a obra só foi entregue ao município em março.
Para marcar a reabertura ao público, o Museu da Imagem vai acolher a exposição documental “Máquinas de Ver”, baseada no seu próprio acervo e que revisita equipamentos e objetos ligados aos antigos estúdios fotográficos da cidade.
Além de equipamentos fotográficos, haverá para ver objetos relacionados com a atividade daqueles estúdios, como carimbos, sinalética e livros de registo.
A exposição fica patente durante uma semana, após o que o museu volta a fechar para se preparar para os Encontros da Imagem, com início marcado para 18 de setembro.
O Museu da Imagem fechou em 2019, sobretudo pela falta de condições ao nível das coberturas e do isolamento.
Entrou em obras de reabilitação, que foram anunciadas como concluídas em 31 de outubro de 2025, dia em que houve uma visita ao edifício por parte do então presidente da Câmara, Ricardo Rio, e de outros membros do executivo.
João Rodrigues, que na altura era vereador, garante que nem sequer soube dessa visita.
Num investimento superior a 500 mil euros, a intervenção passou pela modernização de todo o edifício e reforço das condições de acolhimento ao público, de trabalho interno e de conservação do património.
A empreitada compreendeu o restauro das caixilharias originais em madeira e ferro, com reforço de proteção e durabilidade, o tratamento e renovação das fachadas e pavimentos, e a melhoria das condições de acessibilidade, circulação e conforto térmico.
Passou ainda pelo tratamento especializado dos elementos em granito, eliminando infiltrações e patologias associadas à humidade, renovação de coberturas, tetos e sistemas técnicos essenciais ao funcionamento do museu, e melhoria de espaços técnicos e de arquivo, reforçando a conservação do acervo.
Inscrito num conjunto edificado composto por uma casa do século XIX e pela Torre de Menagem da antiga muralha medieval (século XIV), o Museu da Imagem afirma-se como um equipamento cultural singular no panorama nacional, dedicado à fotografia e ao vídeo.
