A procura por apoio psicológico aumentou durante os meses de verão, com julho e agosto a registarem 11,4% mais procura do que maio e junho, revelam dados da Fixando, plataforma líder na contratação de serviços online em Portugal, que analisou as pesquisas por serviços de psicologia e psicoterapia realizadas durante este período.
Os dados mostram também que o recurso a acompanhamento psicológico está a chegar a novos públicos: 57,3% das pessoas que procuraram estes serviços estavam a fazê-lo pela primeira vez. Entre os homens, esta tendência é ainda mais acentuada, com 66,9% a indicarem que nunca tinham recorrido anteriormente a acompanhamento psicológico, face a 50,4% das mulheres.
«Os dados mostram que o acompanhamento psicológico está a ser procurado por um número crescente de pessoas que nunca tinha recorrido anteriormente a este tipo de apoio. O facto de 57,3% dos utilizadores estarem a procurar um psicólogo ou psicoterapeuta pela primeira vez, e de esta percentagem chegar aos 66,9% entre os homens, é particularmente relevante. Mostra que o recurso ao apoio psicológico está progressivamente a deixar de ser visto como uma resposta apenas para situações limite e a assumir um papel mais preventivo e integrado na procura de bem-estar», afirma Alice Nunes, diretora de novos negócios na Fixando.
Ansiedade é a principal preocupação
Entre as pessoas que identificaram os problemas que pretendiam trabalhar em acompanhamento psicológico, a ansiedade surge como a situação mais frequente, referida por 62%. Seguem-se a tristeza ou depressão (57,9%), os sentimentos de confusão (39,6%) e o isolamento (28,8%).
Os problemas identificados tendem, contudo, a surgir de forma combinada. 68,5% das pessoas indicaram pelo menos duas situações diferentes que gostariam de trabalhar através do acompanhamento psicológico, revelando a existência de necessidades múltiplas associadas ao bem-estar emocional.
Quando questionados sobre os objetivos que pretendem alcançar com o acompanhamento, reduzir a ansiedade e o stress é a principal prioridade, indicada por 73,9% das pessoas. Ser mais feliz surge em segundo lugar, com 63,6%, seguido da melhoria das relações com os outros, apontada por 57,1%.
Uma procura cada vez mais jovem
A procura por apoio psicológico destaca-se ainda pelo seu perfil etário. Entre os utilizadores que indicaram uma idade válida, 73,9% têm menos de 30 anos e 48,5% têm entre 18 e 24 anos.
Os dados revelam igualmente que esta procura acontece sobretudo fora do horário laboral tradicional. Mais de uma em cada cinco pesquisas por apoio psicológico ocorre entre as 21h00 e a meia-noite, sendo as 22h00 a hora com maior procura.
Também os dias da semana apresentam diferenças significativas. Uma segunda-feira típica regista cerca de 89% mais procura do que um sábado, enquanto, em média, a procura diária durante os dias úteis é aproximadamente 53% superior à registada ao fim de semana.
Os dados da Fixando apontam, assim, para uma procura por apoio psicológico que não só aumentou durante o verão, como se caracteriza por uma forte presença de jovens adultos, novos utilizadores e pessoas que procuram respostas para múltiplas dimensões do seu bem-estar emocional.
