A parceria entre o MUZEU e a Manif d’art – Bienal de Arte do Québec, no Canadá, teve o primeiro momento em março, quando a diretora-geral do MUZEU, Helena Mendes Pereira, marcou presença na bienal para apresentação do novo espaço de arte contemporânea de Braga, que acolhe as coleções do dstgroup e de José Teixeira. “Foi um momento importante para nós, porque foi um dos primeiros momentos públicos de apresentação do MUZEU, perante uma plateia importante no contexto da arte contemporânea mundial, onde estavam diretores de bienais como Lyon, Toronto ou Liverpool, museus de arte e instituições do Rio de Janeiro, de Helsínquia, de Chicago ou de Nova Iorque, incluindo o maravilhoso Inhotim e imensas instituições culturais de diferentes pontos do Canadá”, refere a diretora.
Agora, a Manif d’art – Bienal de Arte do Québec, única bienal da América do Norte que acontece no inverno e que já conta com 12 edições, ruma a Braga e apresenta dois dos artistas que estiveram em maior evidência durante a edição deste ano: Elias Nafaa e Giorgia Volpe. As obras ficarão em espaços distintos (MUZEU e ZET), respeitando o esquema de apresentação das obras da bienal, que acontece em vários espaços da cidade do Québec, simultaneamente.
No dia 17, em parceria com a Manif d’art – Bienal de Arte do Québec, Canadá, o MUZEU acolhe a obra Handle with Care (2026), de Elias Nafaa (LB, 1997). O artista libanês explora o formato dos projéteis que foram usados de 2023 a 2025 pelas forças israelitas contra o seu país natal, questionando o uso de artefactos com a função de defesa em ataques contra populações indefesas e o seu efeito no tempo.
Este projeto tem aqui um segundo momento, depois da apresentação do MUZEU pela diretora-geral Helena Mendes Pereira, que aconteceu no início do ano, no Canadá – refira-se que esta é a única bienal de inverno da América do Norte. Após a inauguração da obra, dia 17 de setembro, pelas 18:00, terá lugar uma conferência de apresentação do projeto pelas equipas de direção e curadoria. A exposição ficará patente no Laboratório do MUZEU, no piso -1, até 18 de outubro de 2026.
Além da obra de Elias Nafaa, a Manif d’art – Bienal de Arte do Québec traz a Portugal um projeto da artista brasileira, radicada no Canadá, Giorgia Volpe. A videoinstalação Auscultar o teto (2023-2025), que estará patente no auditório da ZET, galeria de arte, na Rua do Raio, em Braga, funciona como uma crítica à crise habitacional na cidade do Québec, no Canadá, e denuncia uma realidade global: há milhares de casas desocupadas e, simultaneamente, pessoas que não têm acesso a uma habitação digna, principalmente nos meses de temperaturas negativas, como é o caso daquela cidade canadiana.
A obra chama a atenção para um problema que é de todos e denuncia a nossa capacidade, enquanto indivíduo, sociedade, governo, para assegurar a todos os cidadãos uma necessidade básica, consagrada no Artigo 25.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Após a inauguração das obras, pelas 18:00, haverá uma sessão de apresentação da Manif d’art – Bienal de Arte do Québec, na Assembleia do MUZEU, pelas equipas de direção e curadoria.
