A proposta da segunda revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) da Póvoa de Lanhoso, que entrou hoje em consulta pública, reforça a capacidade para a habitação e aumenta em 82% as áreas destinadas à atividade económica.
A apresentação da segunda revisão do PDM, que vai estar em consulta pública até 09 de novembro, decorreu hoje no Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos, no concelho da Póvoa de Lanhoso, durante uma conferência de imprensa com o presidente do município, Frederico Castro (PS).
O documento, “pensado para as próximas décadas”, contempla mais 82,4% (77,97 hectares) destinadas às atividades económicas, enquanto os espaços para habitação, comércio e serviços passam de 2.025,36 hectares para 2.092,52 hectares, correspondendo a um aumento de 67,16 hectares.
Segundo o município, o reforço da capacidade territorial para habitação “pretende criar maior margem de resposta à evolução das necessidades das famílias, à fixação de população e à dinâmica dos diferentes núcleos habitacionais”.
A autarquia sublinha, contudo, que esta opção “não passa por promover uma expansão urbana indiscriminada”, acrescentando que esta revisão do PDM “procura enquadrar o crescimento numa lógica de planeamento, infraestruturação e qualidade, assegurando que a capacidade construtiva é acompanhada por acessibilidades, equipamentos, espaços públicos e redes de serviços adequadas”.
“Queremos uma Póvoa de Lanhoso onde as pessoas possam escolher viver, constituir família e construir o seu futuro. Reforçar a capacidade territorial para habitação é criar condições para responder às necessidades das próximas gerações, mas fazê-lo de forma planeada, responsável e com qualidade”, justificou o presidente da câmara, Frederico Castro.
A autarquia sustenta que a proposta “reforça a capacidade territorial para habitação, atividade económica, investimento, equipamentos e infraestruturas, ao mesmo tempo que amplia a área integrada na estrutura ecológica municipal e mantém uma forte presença das áreas sujeitas a proteção ambiental e agrícola”.
Esta revisão do PDM “introduz também uma alteração particularmente significativa na capacidade do concelho para acolher atividade económica”, passando os espaços de atividades económicas de 94,58 para 172,55 hectares, um aumento de 77,97 hectares, correspondente a 82,4%, face ao PDM vigente.
De acordo com o município, “a existência de áreas adequadamente destinadas à atividade económica permite aumentar a previsibilidade para investidores e empresas, reduzir situações de conflito entre diferentes usos do território e criar melhores condições para a instalação e expansão de unidades empresariais”.
“Queremos que a Póvoa de Lanhoso seja um território onde vale a pena investir. O aumento de 82,4% das áreas destinadas a atividades económicas traduz uma opção clara: criar espaço e previsibilidade para as empresas, atrair investimento e gerar oportunidades de emprego. Queremos que as empresas que já estão no concelho possam crescer e que outras encontrem aqui condições para se instalar”, sustentou o autarca local.
As áreas destinadas a equipamentos e infraestruturas registam um crescimento “muito expressivo, passando de 46,34 hectares para 83,16 hectares, mais 36,82 hectares, ou 79,5%”.
No conjunto, as áreas com capacidade construtiva passam de 2.131,09 hectares para 2.320,51 hectares, um aumento de 189,42 hectares, equivalente a 8,9%.
Já a estrutura ecológica municipal passa de 7.664,23 hectares para 8.960,70 hectares, um aumento de 1.296,47 hectares, correspondente a 16,9%.
“Desenvolver e proteger não são objetivos incompatíveis. Queremos uma Póvoa de Lanhoso com mais capacidade para acolher famílias, empresas e investimento, mas queremos também um território mais protegido e valorizado. O aumento de mais de 1.296 hectares da estrutura ecológica municipal demonstra que esta revisão procura precisamente esse equilíbrio”, afirmou Frederico Castro.
