Amares

Mosquito-tigre identificado nos concelhos de Amares e Braga

A Unidade de Saúde Pública (USP) da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga identificou a presença do mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, nos concelhos de Amares e de Braga.

Os exemplares foram recolhidos pela USP da ULS Braga, no âmbito da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE).

O mosquito-tigre é uma espécie invasora atualmente presente em vários países europeus, incluindo Portugal. Embora tenha capacidade de transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, até ao momento não foram detetados mosquitos infetados nem registados casos de transmissão local destas doenças na região.

“Após os alertas da população em ambos os municípios, a equipa da USP intensificou a sua ação nesses locais para investigar e recolher amostras, mantendo a vigilância nas zonas da primeira deteção e nas áreas envolventes, para perceber a distribuição da espécie no território, em articulação com os municípios de Amares e Braga”, refere Pedro Pereira, Coordenador da Unidade de Saúde Pública da ULS Braga.

A vigilância prossegue no terreno, em articulação com os municípios de Amares e de Braga, que implementam ações de verificação de espelhos de água e de espaços públicos, bem como de comunicação às Juntas de Freguesia. As ações de controlo, quando necessárias, são decididas e coordenadas pelas autoridades de saúde, com base na avaliação técnica de cada situação. Pede-se que não sejam feitas aplicações de inseticida por iniciativa própria.

A prevenção depende, em grande parte, de gestos simples. Pequenas quantidades de água parada em recipientes domésticos podem servir de local de desenvolvimento para o mosquito-tigre. Por isso, recomenda-se a eliminação regular da água acumulada em pratos de vasos, baldes, caleiras e outros recipientes, bem como a limpeza frequente dos bebedouros de animais. Para evitar picadas de mosquito, recomenda-se também o uso de repelente de insetos, de roupas compridas, claras e largas, e de redes mosquiteiras nas janelas.

“Estas deteções mostram que a vigilância está a funcionar, e isso deve-se também às pessoas que nos fizeram os alertas. O risco para a saúde pública é reduzido, mas cada um de nós tem um papel importante: eliminar água parada em casa e no quintal reduz a probabilidade de proliferação deste mosquito”, acrescenta Pedro Pereira.

Caso observe um mosquito com características suspeitas, poderá colaborar na vigilância desta espécie através das plataformas MosquitoWeb e Mosquito Alert.

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