Amares

Obras na Rua da Cintura em Amares gerem críticas e autarca reúne com empresário

As obras na Rua da Cintura, em Amares, estão a motivar fortes críticas vindas de vários quadrantes: dos munícipes, dos empresários e dos autarcas. O assunto foi trazido à reunião de Câmara de hoje pelo vereador do PS, Pedro Costa, que manifestou o seu desconforto com o andamento da empreitada: “as obras estão a andar a passo de caracol”.

Dando voz às críticas que lhe vão chegando, Pedro Costa, quis saber qual é o prazo de execução programado e se for ultrapassado se haverá penalidades para a empresa e deixou um aviso: “não irei votar a favor qualquer pedido de prolongamento de obra que venha à reunião”.

O presidente da câmara de Amares, também, manifestou o seu desconforto com o andamento das obras: “esta é uma obra que vem do anterior executivo, cujo caderno de encargos não tivemos nada a ver, estamos a executar, como é nossa obrigação, aquilo que foi concordado”.

Este desconforto, levou Emanuel Magalhães a reunir com o responsável pela obra: “chamei o dono da empresa para lhe dizer que não estava satisfeito com o andamento de trabalhos”. A verdade é que a obra está e continuará a estar dentro do prazo. “A opção do anterior executivo foi definir um prazo muito longo para a empreitada: 600 dias. Apesar de estarmos dentro do prazo, temos pressionado para que o andamento das obras seja mais rápido”.

O autarca reconhece que “os trabalhos estão a criar constrangimentos que são visíveis. Esta não é uma obra de fácil execução e já foi feito muito trabalho que não é visível como a colocação subterrânea de todos os fios elétricos”.

Emanuel Magalhães revelou, ainda, que primeiro serão requalificados os passeios, para que a circulação das pessoas seja mais segura e depois avançará a repavimentação. “Tentamos planear a intervenção de forma a que cause o menos transtorno às pessoas”.

Foi por se rever em algumas críticas que Emanuel Magalhães se reuniu com o dono da obra: “não aceito que fiquem valas abertas à sexta feira e se for preciso volto a chamar a empresa porque há situações que não são aceitáveis”.

Avenida do Monte em Rendufe
Este também foi um dos assuntos abordados em reunião de executivo onde foi revelado que o protocolo entre proprietários e autarquia para a deslocação de oliveiras será assinado até ao final do mês. O acordo prevê que as oliveiras que estão junto da estrada sejam transplantadas num outro terreno e com isso permitir que o alargamento, cuja primei fase está terminada, seja concluído.

O vereador independente, Rui Tomada, chamou a atenção para os problemas que esta transferência de árvores pode causar no futuro: “podemos estar a gastar dinheiro e, no futuro, termos vários problemas. Corremos o risco de as oliveiras morrerem ou a terra mais macia não ser suficientemente profunda, as árvores caírem e provocarem um acidente”.

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