Amares

Família de Amares realojada devido à subida do rio Homem

Uma família residente em Rendufe, no concelho de Amares, foi hoje retirada por prevenção da habitação e realojada temporariamente por risco de inundação devido à subida do caudal do rio Homem, indicou a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional do Cávado da Autoridade Nacional Emergência e Proteção Civil (ANEPC) explicou que a família, de três adultos, foi retirada de forma “preventiva” da casa, situada na freguesia de Rendufe, face ao elevado caudal do rio Homem.

Segundo Manuel Moreira, da região do comando sub-regional do Cávado, que abrange os concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, nos últimos dias houve pequenas ocorrências, como inundações e alguns deslizamentos de terras, mas sem o registo de vítimas ou de danos materiais significativos.

Este operacional alertou, contudo, para o “período crítico” que se prevê que aconteça durante a tarde, com a previsão de precipitação intensa e a provável e necessária descarga de barragens, perante o acumular de água.

O comandante do sub-regional do Cávado dá conta de que tem havido coordenação com várias entidades, como os municípios da região ou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), nomeadamente quanto à questão da gestão das barragens.

Na região vizinha do Ave, que abrange os concelhos de Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela, há igualmente o registo de pequenas ocorrências relacionadas com o mau tempo.

Em declarações à Lusa, o comandante sub-regional do Ave da ANEPC, Rui Costa, reiterou a preocupação face às previsões de chuva forte para a tarde de hoje, considerando ser também o “período mais crítico”, agravado pela situação de saturação dos solos e de “novas descargas de barragens”.

Desde sexta-feira que um casal residente na localidade de Mouquim, concelho de Vila Nova de Famalicão, continua alojado num hotel, providenciado pelos Serviços Municipais e Proteção Civil de Famalicão, devido à queda de um muro.

Desde sábado, em Cabeceiras de Basto, que um outro casal está também realojado, providenciado pela Ascendi, devido à cedência de um talude de terrenos, propriedade desta gestora de autoestradas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A contínua chuva tem provocado a subida do nível das águas dos rios e novas inundações em zonas urbanas, um pouco por todo o país.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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