Foi um dos assuntos mais tensos da reunião, hoje, do executivo municipal de Amares. Trazido à baila pelo vereador independente, Álvaro Silva, o Museu António Variações, em Fiscal, mobilizou grande parte do tempo do período antes da ordem do dia.
Álvaro Silva referiu que “o centro interpretativo António Variações foi apresentado, em 2022, como um marco histórico para o concelho de Amares, com um investimento de 215 mil euros e seis meses de execução”, acrescentando que “dois anos depois a realidade é profundamente diferente: o que existe não é um centro interpretativo, não é um museu, é uma obra abandonada marcada pela opacidade”.
O vereador independente reforçou a sua ideia, lembrando que “se perdeu financiamento da ATAHCA e no orçamento de 2026, o atual executivo apaga o projeto. O executivo não pode vir dizer que a obra não é da sua responsabilidade porque é politicamente inaceitável” esse argumento”.
Segundo Álvaro Silva, o atual executivo deixou o projeto cair e ainda foi necessário devolver 90 mil euros. “O projeto transformou-se num símbolo de abandono, deixou de ser prioritário, deixou de ser um marco histórico. É um símbolo de desleixo politico, é um exemplo da transferência de dinheiros públicos para obras fantasmas”.
O presidente da Câmara, Emanuel Magalhães, não gostou da intervenção do vereador dizendo que tinha “afirmações graves. Não aceito que ponha em causa a responsabilidade do presidente da câmara neste processo. Em 2025, quando foi pedida a anulação do projeto, este executivo, ainda, não estava cá. Quando tomei conhecimento da situação, atuei com responsabilidade reunindo com todas as entidades para reverter o projeto. Tal não é possível”.
O autarca voltou a reforçar que “foi o dono da obra que pediu a anulação da obra”, dono esse que é a Junta de Freguesia de Fiscal, “não fomos nós que fizemos esse pedido”. E deixou uma garantia: “se no futuro pudermos resgatar um projeto para aquele espaço ligado a António Variações vamos fazê-lo”.
Em cima da mesa está o encontrar de soluções alternativas. “Há informação que está a ser trabalhada e trarei uma proposta dialogada com a junta de freguesia” para aquele espaço.
O também vereador, Rui Tomada, considerou “a situação preocupante e é bom que se apurem as responsabilidades porque o que se passou não se pode voltar a passar” e remetendo para a campanha eleitoral e pelo périplo que fez nas freguesias revelou que “não vi freguesia tão abandonada como Fiscal.
