O Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) aderiu este mês à rede europeia EuroMarine, que inclui mais de 60 instituições científicas de 23 países, representando mais de 15.000 investigadores das ciências marinhas.
Esta integração permite ao CBMA posicionar-se em projetos internacionais relevantes, reforçar oportunidades de colaboração e financiamento, bem como projetar a pesquisa desenvolvida em Portugal sobre os grandes desafios dos oceanos, como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos, resumem os investigadores Marcos Rubal e Sofia Duarte, pivôs do CBMA na rede EuroMarine.
Este Centro da UMinho pretende participar ativamente nas atividades da rede, incluindo grupos de trabalho, projetos colaborativos, novas parcerias, ações de disseminação e formações avançadas e para jovens investigadores. Os seus cientistas e estudantes terão acesso a plataformas internacionais de I&D, programas de mobilidade, workshops, escolas de verão e consórcios competitivos, podendo ainda reforçar as sinergias de inovação e capacitação no âmbito do Instituto para a Bio-Sustentabilidade (IB-S) da UMinho. Para Marcos Rubal, o CBMA deverá assim aumentar a sua importância e visibilidade na produção de conhecimento e na ligação entre investigação fundamental, inovação e impacto societal, alinhada com a Agenda 2030 das Nações Unidas.
A EuroMarine nasceu em 2014 e tem sede em Paris, França. Além do CBMA, de Portugal fazem também parte os centros científicos congéneres dos Açores, Algarve, Aveiro, Coimbra e Porto. Esta rede tem sido marcada pela integração de redes anteriores (como EUR-OCEANS, Marine Genomics Europe e MarBEF), pela sua estrutura estável de colaboração e de financiamento bottom-up e por ser uma plataforma relevante de diálogo entre ciência, políticas marítimas e sociedade.
O CBMA surgiu em 2008 e é uma referência na biossustentabilidade, bioinformática, biologia evolutiva e translacional, tendo laboratórios em Braga, estações marinhas em Viana do Castelo e Esposende e estações de campo no rio Cávado e nas vinhas de Arcos de Valdevez, por exemplo. Liderado por Cláudia Pascoal, soma 147 membros, mais de 1400 publicações e 110 teses doutorais concluídas. Avaliado como “Muito Bom” pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, é cofundador da ARNET – Aquatic Research Network, parceiro dos laboratórios colaborativos WaterCore, Colab4Food e Vines & Wines e tem projetos com interligações ao supercomputador Deucalion ou às redes Openscreen, Genome, CryoEM, MIRRI, IBOL, Air Center, Arqus, FBON e IUCN, entre outras.
