O Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica irá receber, no próximo dia 11 de abril, as primeiras Jornadas Culturais do Cávado. Este evento realiza-se numa altura em que se assinalam 180 anos da invasão do edifício dos Paços do Concelho de Prado, que hoje acolhe o Centro Interpretativo, episódio marcante da Revolta da Maria da Fonte com grande impacto nos acontecimentos que se lhe seguiram. Pretende, por isso, debruçar-se sobre diversos temas relacionados com a História, Literatura, Etnografia e outros aspetos marcantes da herança cultural que carateriza a região.
O programa engloba a apresentação de conferências por especialistas em diversas áreas, que se propõem a falar sobre a Revolta da Maria da Fonte, Camilo Castelo Branco, Dom João de Castro, Caminhos de Santiago, olaria e vinho verde.
Além das conferências, o programa disponibiliza um almoço temático com sabores do Cávado, dedicado a divulgar a gastronomia da região. Será ainda a oportunidade para a inauguração de exposições e a homenagem ao escritor pradense Dom João de Castro.
Apresentação de Conferências por especialistas em diversas áreas
A programação tem início às 9h00, com a abertura do secretariado, seguindo-se, às 9h20, um momento musical protagonizado pela Escola de Música de Prado. Às 9h30 decorre a sessão de abertura.
A partir das 10h00 realiza-se o primeiro painel, dedicado ao tema “História e Literatura do Cávado”, moderado por Adélia Santos. Este momento contará com as intervenções de Aurélio de Oliveira, que abordará os “180 anos da Revolta da Maria da Fonte”; José Valle de Figueiredo, com a comunicação “Maria da Fonte e Camilo”; e Luísa Gayo e Filipe Diez, que apresentarão o tema “A poesia na obra de Dom João de Castro”.
Após uma pausa para café, às 11h00, os trabalhos retomam às 11h30 com o segundo painel, subordinado ao tema “Caminhos da Fé e Tradições do Cávado”, moderado por Emanuel Guimarães. Neste painel participam Paulo Sá Machado, com a comunicação “O Caminho dos Caminhos de Santiago”; Isabel Maria Fernandes, que apresentará “Conhecer a olaria de Vila Verde através da imagem”; e Gonçalo Maia Marques, que abordará “A vinha e o vinho no território do Cávado pela mão dos monges negros de São Bento”.
Às 12h30 terá lugar um momento de debate, proporcionando a partilha de ideias e a participação do público. O programa prossegue às 13h00 com um almoço temático dedicado aos Sabores do Cávado.
Durante a tarde, às 15h00, será inaugurada a exposição “Maria da Fonte”, da autoria de Paulo Sá Machado, seguindo-se, às 15h30, a inauguração da exposição “Emílio Pereira: de oleiro a colecionador”.
O programa integra ainda, às 16h30, uma homenagem a Dom João de Castro, momento que pretende destacar o seu contributo cultural e literário.
Outras informações sobre o programa encontram-se disponíveis no site do Município de Vila Verde, em https://www.cm-vilaverde.pt/eventos/jornadas-culturais-do-cavado-2026/ . As inscrições são obrigatórias, estando limitadas à capacidade do auditório, e gratuitas, sendo apenas paga a inscrição no almoço, que é facultativa e tem um custo de 30 euros. Podem ser feitas online ou através dos contactos do Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica.
Esta é uma iniciativa do Município de Vila Verde, organizada pela Unidade de Cultura e Turismo, e conta com o apoio da Universidade do Minho-LAb2PT, do Museu de Olaria de Barcelos, do Museu de Arqueologia Dom Diogo de Sousa, do Centro de Estudos Mirandinos, da Escola de Música de Prado, da Junta de Freguesia da Vila de Prado e do Centro de Formação do Alto Cávado.
