A Comissão de Utentes da Saúde de Braga considerou hoje “gravíssimas” as denuncias sobre exames caducados, cirurgias canceladas e relatórios clínicos irrecuperáveis na Unidade Local de Saúde (ULS) devido a problemas informáticos e exigiu explicações da administração.
Em comunicado, os utentes dizem-se perplexos com o que aconteceu e temem que os utentes estejam a ser vítimas das falhas e/ou dos “incumprimentos das normas exigíveis”.
Segundo denunciou na terça-feira o Sindicato dos Médicos do Norte, na sequência de uma carta aberta de médicos, a transição para o novo sistema informático (SClinico) terá originado “diversas disfunções, incluindo utentes sem consulta por terem ficado ‘perdidos’ no sistema, pedidos de exames não agendados e entretanto caducados, relatórios clínicos irrecuperáveis, agendas duplicadas e consultas inexistentes”,
Na nota hoje divulgada, a comissão de utentes lamenta que o Conselho de Administração da ULS de Braga se remeta ao silêncio, em vez de esclarecer os utentes sobre o que aconteceu, e diz que este silêncio “está a contribuir para a ansiedade e medo dos doentes”.
Considera igualmente que a falta de esclarecimentos contribui para “a descrença da população nos serviços públicos prestados pela ULS de Braga” e diz que a administração da ULS, com esta situação, “entrou em descrédito” e perdeu a confiança dos utentes e profissionais de saúde.
“O CA deixou de ter condições para exercer o cargo que ocupa. Só restam duas soluções: Ou o Conselho de Administração se demite, ou terá de ser o governo a demiti-lo”, acrescenta.
