Depois do ciclo Vozes da Dramaturgia Luso-Brasileira Contemporânea e do espetáculo A Cena das Notícias: teatro-jornal em tempos de “fake news”, realizados no âmbito da Braga 25, o coletivo profissional paulistano-bracarense Núcleo Volátil estreia uma peça teatral com dramaturgia inédita, resultante de sete meses de investigação acerca das relações humanas mediadas por tecnologia e em torno das suas possibilidades expressivas no palco.
Produzida com apoio da DGARTES, Às Margens de Nós fez a sua estreia no dia 12 de junho, na Quinta da Caverneira, na Maia, com acolhimento e apoio do Teatro Art’Imagem, e vai apresentar-se em Braga, no dia 27 de junho, no auditório do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, que também apoia o projeto neste acolhimento.
Tendo em conta diferentes perspetivas da tecnologia na vida contemporânea, esta nova criação cénica levanta questões como: Em que medida estaríamos a viver um colonialismo digital, conforme se tem afirmado? De que modo as
recentes transformações tecnológicas afetam as nossas subjetividades e o nosso livre-arbítrio? Poderiam algumas ideiais da filosofia ou os mitos antigos iluminar a compreensão do que vivemos hoje?
O espetáculo resulta de uma investigação iniciada em novembro de 2025, que incluiu estudos teóricos sobre o tema, experimentações com ferramentas tecnológicas em busca de explorar as suas potencialidades poéticas, residência
artística com apresentação pública de partes da criação e ensaios em diferentes Candeias. Candeias assina a dramaturgia e a conceção, que traz uma linguagem que se assume como jogo teatral e é permeada de peças de media criadas por Líria Varne, que, para além de ser atriz, vem de uma trajetória como artista visual, que inclui o mestrado em Media Arts na UMinho.
