A Comissão Europeia está a enviar equipas de salvamento e outras formas de ajuda de emergência para a Venezuela na sequência dos dois fortes sismos que, em 24 de junho, causaram numerosas vítimas naquele país. Oito Estados-Membros — Chéquia, Espanha, Itália, França, Luxemburgo, Alemanha, Portugal e Países Baixos — disponibilizaram assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.
A Presidente Ursula von der Leyen declarou a este respeito: «Estamos com o povo da Venezuela neste momento de grande tragédia e catástrofe. Agradeço a todos os Estados-Membros a sua solidariedade e a rapidez no envio de bombeiros, cães de salvamento, pessoal médico e outras formas de assistência. A Venezuela não está só.»
No âmbito da assistência europeia já foram mobilizados mais de 520 elementos de equipas de intervenção dos oito Estados-Membros referidos. A Itália envia também uma equipa médica e o Luxemburgo mobilizou equipamentos de telecomunicações, de energia e de abrigo.
Em apoio a esta resposta foi ativado o serviço de satélite europeu Copernicus em modo de cartografia de emergência. A componente de cartografia do Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus utiliza imagens de satélite e outros dados geoespaciais para a prestação de serviços de cartografia gratuitos em casos de catástrofes naturais e de origem humana em todo o mundo.
A UE está preparada para prestar mais assistência, acompanhando a evolução da situação no terreno.
Em outubro de 2001, a Comissão Europeia criou o Mecanismo de Proteção Civil da UE com o objetivo de melhorar a prevenção, a preparação e a resposta a catástrofes em todo o mundo. Qualquer país atingido por uma catástrofe, na Europa como no exterior, pode solicitar ajuda de emergência através do mecanismo. A Comissão desempenha um papel fundamental na coordenação da resposta às catástrofes e na contribuição para os custos de transporte e/ou operacionais dos destacamentos.
A Venezuela é um dos principais destinatários da ajuda humanitária europeia na América Latina. Este ano, a UE afetou até 52 milhões de euros para apoiar a resposta às consequências humanitárias da crise socioeconómica naquele país. A ajuda humanitária da UE é canalizada exclusivamente através de parceiros humanitários, como as agências das Nações Unidas e as ONG internacionais, que trabalham com parceiros locais.
