Depois de uma primeira edição enquadrada no programa Capital Portuguesa da Cultura 2025, em julho do ano passado, o Extremo acontece novamente na Falperra, território fronteiriço entre os municípios de Braga e Guimarães. A edição de 2026 conta com Alessandro Cortini, Shane Parish, Valentina Magaletti, Calcutá e Pedro Augusto, entre os nomes de destaque, que cruzam diferentes propostas artísticas, desde a música eletrónica até à paisagem sonora.
O Extremo é um festival guiado pelo sol e que se desenvolve ao longo de um percurso nos Sacromontes de Guimarães e Braga. Nesta segunda edição, o programa arranca às 06h00, com a portuguesa Calcutá, no Seminário Carmelita, no Sameiro, e o seu álbum a solo “Soon After Dawn”. Momentos depois, às 07h45, inicia a caminhada (sujeita a inscrição) que parte da encosta do Sameiro em direção à Falperra. Em certos pontos do percurso, o público é surpreendido pelos sons lo-fi e percussivos de Valentina Magaletti e pela performance “Deriva das Pedras”, uma encomenda do Extremo ao artista sonoro Pedro Augusto.
Depois da chegada à Falperra, às 11h00, o venezuelano Molero dá a conhecer o seu universo musical onírico e tropical. A manhã termina com a ativação da instalação site-specific “Habitat”, de Adriana Sá & John Klima, cujas paisagens sonoras foram construídas a partir de sons captados no monte da Falperra, e que fica disponível até às 20h00.
O coletivo bracarense Estudo do Meio abre a programação da tarde, no Parque de Merendas, com uma sessão de improvisação aberta ao público (14h00 às 16h00).
Realizam-se ainda duas oficinas, uma de eletrónica solar experimental com Inês Castanheira e outra de biomateriais, orientada por Ana Pereira. Em colaboração com a Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, decorre também uma visita guiada à fauna e flora da Falperra. Estas três iniciativas encontram-se com lotação esgotada.
A capela Santa Maria Madalena, na Falperra, acolhe o mestre da guitarra Shane Parish, às 19h00. De seguida (20h00), Joana de Sá prepara o pôr-do-sol com as suas gravações de campo e manipulações eletroacústicas.
À noite, pelas 22h15, junto à Capela de Santa Marta do Leão, sobe a palco Debit. A artista mexicano-americana apresenta o seu disco “Desaceleradas”, que utiliza velhas fitas de cumbia que transitam de forma fluida entre a escavação cultural e o desenho de um futuro sonoro. A seguir, às 23h15, Alessandro Cortini, figura reconhecida na música eletrónica contemporânea e ex-membro de Nine Inch Nails, apresenta-se com os seus ambientes sombrios e composições hipnóticas.
A fechar, o DJ Helviofox (00h15), mais recente membro da Príncipe Discos, promete uma madrugada que abraça ritmos africanos como kuduro, kizomba e tarraxinha com o house e o techno.
Durante o evento, estão asseguradas ligações de autocarro dedicadas entre as duas cidades e a Falperra, em parceria com os transportes urbanos de Braga e a rede de autocarros de Guimarães. Os horários dos TUB (Braga) estendem-se das 05h15 até às 02h00, com reforço na Linha 23 (paragens Sameiro – Carmelitas e Falperra VIII), com partida na Central de Camionagem de Braga. Os autocarros operados pela GuimaBus têm horário reforçado entre Guimarães-Taipas-Falperra com horários adaptados ao festival. A bordo dos autocarros, será apresentada a instalação sonora “Comprimento de Onda”, uma proposta do projeto Trajetos Comunicantes, nascido também no contexto da Braga 25, da autoria de Luís Pinto, investigador e comunicador de ciência na Universidade do Minho.
O acesso ao festival é gratuito. As inscrições (gratuitas) para a caminhada devem ser preenchidas através do seguinte formulário.
Extremo é um projeto que integra o legado da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura 2025. Conta também com o apoio do Município de Braga e do Município de Guimarães e, na edição deste ano, da Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia. A curadoria é da Capivara Azul – Associação Cultural.
