A quinta edição do Rock NO Rio Febras atraiu mais de 40 mil espetadores a Briteiros, em Guimarães, e regressa em 2027, anunciou hoje a organização.
“Três dias, 40 mil entradas e 15 mil pataniscas depois, o Rock no Rio Febras encerrou a sua quinta edição. Mas a mensagem de que é possível fazer cultura com o coração e apoiar quem mais precisa vai continuar a soar bem alto”, indicou hoje a organização do festival que angariou fundos para as valências sociais da Casa do Povo local.
Na Quinta da Ponte, atuaram bandas como The Last Internationale, Them Flying Monkeys Clã, Blind Zero, Dapunksportif, The Twist Connection, a banda australiana Wolfmother e ainda artistas vimaranenses como This Penguin Can Fly, Noise At Valve e Correr Andar.
“No Febras, a nossa estrutura é diferente. Não temos patrocinadores, temos amigos. Agradecemos profundamente aos nossos parceiros que se associam a esta causa solidária, trocando o mero retorno comercial por princípios e objectivos que valem a pena, e que ficam. Obrigado por aliarem a sua força à nossa e caminharem connosco”, agradeceu a organização.
O festival de música, que se realiza nas margens do rio Febras, no concelho de Guimarães, atingiu dimensão nacional em 2023, após o Rock in Rio Lisboa notificar o então chamado de Rock in Rio Febras para mudar de nome, alegando uso indevido da marca e concorrência desleal, passando a designar-se Rock NO Rio Febras.
Este ano o Febras associou-se à Guimarães 26: Capital Verde Europeia.
“Diz-se frequentemente que a música tem o poder de unir as pessoas, mas o que aconteceu em Briteiros foi muito além disso. Foi a prova viva de que, quando a comunidade se junta por uma causa genuína, criam-se milagres. Terminámos mais uma edição com o coração cheio, com a alma lavada. O que vivemos e testemunhamos na nossa Quinta da Ponte não foi apenas mais uma edição de um festival. Foi um manifesto de amor, uma comunhão pura e a prova viva de que o mundo pode ser um lugar melhor”, escreve a organização.
