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Incerteza nos exames nacionais leva quase metade das famílias a ponderar planos de acesso ao ensino superior

A poucas semanas do início do novo ano letivo, os exames nacionais surgem como uma das principais preocupações dos encarregados de educação com alunos no secundário, num contexto marcado pelas recentes dificuldades no processo de classificação e divulgação das notas. Segundo o estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem, 53% dos encarregados de educação com alunos no secundário indicam um nível elevado de preocupação com este tema, colocando-o entre as principais inquietações das famílias para o próximo ano letivo.

Mais do que uma preocupação associada ao momento da avaliação, os dados revelam que a incerteza em torno dos exames pode ter impacto nas decisões relativas ao percurso académico dos alunos. Entre os encarregados de educação com educandos no ensino secundário, 48% indicam que os seus educandos ponderaram alterar os planos de acesso ao ensino superior. Entre as opções consideradas, 18% ponderaram uma opção de ensino superior menos ambicionada ou mais segura, 17% consideraram alterar a instituição de ensino e 17% a escolha de curso.

Exames nacionais entre as principais preocupações das famílias
No arranque de mais um ano letivo, os exames nacionais surgem com níveis de preocupação próximos de outros temas tradicionalmente relevantes para os encarregados de educação. Entre as famílias com alunos no secundário, a preocupação com os exames nacionais situa-se em 53%, próxima da preocupação com o bullying, referida por 55%, e da potencial violência nas escolas, apontada por 50%. O tema surge ainda acima dos gastos com material escolar, indicados por 37%.

Estes resultados mostram que, para muitas famílias, os exames nacionais são hoje percecionados não apenas como uma etapa escolar, mas como um momento com potencial impacto nas decisões futuras dos alunos, especialmente quando está em causa o acesso ao ensino superior.

Impacto ultrapassa a sala de aula
Entre os encarregados de educação que afirmam ter sido impactados pelas dificuldades verificadas nos exames nacionais, o aumento da ansiedade ou do stress é o efeito mais referido, apontado por 36%. Seguem-se a incerteza sobre a necessidade de fazer exames na 2.ª fase, mencionada por 30%, a incerteza relativa à candidatura ao ensino superior, referida por 22%, e a preocupação de estudar para a eventualidade de repetir um exame, apontada por 21%.

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